Curitiba - O vice-governador do Paraná, Orlando Pessuti, protocolou ontem na Assembléia Legislativa sua inscrição à vaga de conselheiro do Tribunal de Contas (TC). Especulações em torno do nome dele já estavam sendo feitas na Casa desde o dia 17 de fevereiro, quando foram abertas as inscrições para a disputa. O candidato eleito ocupará a vaga do conselheiro Quiélse Crisóstomo da Silva, falecido no último dia 8.
De acordo com informações extra-oficiais, Pessuti seria o favorito entre os 54 deputados - já que 32 parlamentares teriam confirmado apoio ao vice-governador. Para se eleger, é preciso ter maioria na Casa. Ou seja, ao menos 28 deputados teriam que votar no mesmo candidato. Entre os parlamentares que assumiram apoio ao vice-governador, está o próprio presidente da Assembléia, deputado Hermas Brandão (PSDB).
Pessuti aceitou participar da disputa porque foi ''convocado'' pelo governador do Estado, Roberto Requião (PMDB), e por amigos da Assembléia Legislativa. ''O meu plano era sair candidato a senador ou mesmo continuar no cargo de vice-governador, mas meus companheiros de bancada, e até deputados que nem apoiam o governo, acharam que eu deveria aceitar a disputa do TC. E eu sempre joguei no grupo, no time'', explicou ele.
O fato de Pessuti pertencer ao atual governo, e portanto ser um candidato que não representa diretamente a Assembléia Legislativa, foi uma das questões levantadas pelo deputado Durval Amaral (PFL), que também disputa a vaga do TC. ''O próprio vice-governador do Estado ter que apreciar as contas do governo é no mínimo constrangedor'', afirmou.
Pessuti, por outro lado, afirma que, mesmo quando não estava na Assembléia Legislativa exercendo mandato de deputado, sempre manteve contato com os parlamentares. ''Não existe ninguém que seja mais representante da Assembléia Legislativa do que eu'', disse ele, que também é o atual secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento.
Quando questionado sobre nomes para ocupar uma possível vaga no Palácio Iguaçu, Pessuti foi enfático: ''Primeiro temos que ganhar a eleição, depois pensamos numa substituição ao cargo de vice''. Caso ele vença a eleição, a vaga de vice-governador poderá ser ocupada por um político de outro partido - o que pode indicar quais coligações Requião pretende fazer para se reeleger, nas disputas de outubro.
A decisão sobre quem ocupará a vaga no TC deverá sair na primeira semana após o Carnaval. Hoje é o último dia de inscrição para quem quiser participar da eleição. Até a tarde de ontem, 16 candidatos haviam protocolado inscrições, incluindo o vice-governador. Os deputados Mário Sérgio Bradock (PMDB) e Marcos Isfer (PPS) também estão na disputa. Assim como a advogada Dora Lúcia de Lima, o diretor do Instituto Brasil-África, Saul Durval da Silva, e o vereador de Curitiba Aparecido Custódio da Silva (PRTB).

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