Pessuti avisa: PMDB é oposição
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terça-feira, 18 de fevereiro de 1997
Sérgio Wesley 
Sucursal de Curitiba
A bancada do PMDB na Assembléia Legislativa decidiu ontem substituir o deputado Toti Colaço por Orlando Pessuti na liderança do partido. Ao contrário de outros partidos com representação na Assembléia, este não foi um simples rodízio. Os deputados peemedebistas estão pensando nas eleições de 98 e querem adotar uma postura de oposição mais clara ao governo Jaime Lerner.
Quem estiver nas fileiras do PMDB terá que defender as bandeiras do partido. Caso contrário, terá que procurar sua turma, afirmou Pessuti, logo após ter seu nome confirmado para a liderança do partido. O recado foi para os deputados Cleiton Crisóstomo e Durval do Amaral. Desde o início da administração Lerner, os dois votam com o governo. Amaral, inclusive, já assinou sua ficha de filiação ao PTB, mas ainda não oficializou a mudança partidária.
Pessuti exclui o deputado Sâmis da Silva na lista dos governistas. Ele reviu a posição e inclusive já rasgou a ficha de filiação ao PDT que ele havia assinado, revelou.
O novo líder do PMDB afirmou que os deputados governistas terão que votar com o partido quando a bancada fechar questão. Pessuti não admite publicamente a possibilidade de aplicar o estatuto do partido e punir Amaral e Crisóstomo por não acompanhar a orientação partidária. No ano passado, os dois votaram a favor da venda das ações da Copel, o que forçou a bancada a liberar a votação para evitar constrangimentos. Isso, segundo Pessuti, não será repetido. Mesmo admitindo as dificuldades, o novo líder defende a reaproximação do PMDB com o PSDB de Álvaro Dias.


