Curitiba- O vice-governador Orlando Pessuti (PMDB) realiza um sonho hoje. Desde que deu os primeiros passos na política, junto do pai, Natal Pessuti, no então MDB em Jardim Alegre (115 km ao sul de Apucarana), ele já havia decidido que queria ser governador do Paraná. ''Comecei na política no velho MDB, junto com meu pai, que era vereador'', conta. Pessuti assume hoje o governo por nove meses graças à renúncia do titular Roberto Requião, que irá disputar as eleições para o Senado.
A motivação para ser governador era tanta que a esposa dele, Regina Pessuti, chegou a fazer uma promessa no Santuário Santa Rita, em Lunardelli (95 km ao sul de Apucarana). ''A gente prometeu que se ele conseguisse iríamos lá fazer uma posse simbólica'', conta Regina. A promessa deve ser paga sábado, quando o ele viaja com a família para a cidade e participa de uma missa especial no local.
Também é Regina a responsável por outra ação importante de início de mandato. ''Quero chamar as mulheres da imprensa para um café, para me apresentar e fazer uma aproximação com as jornalistas porque essa briga com os meios de comunicação não é nossa, é do Requião'', avisa. A primeira-dama quer a boa vontade da imprensa do lado do próximo sonho de Pessuti: ser eleito governador em 2010. Ele aposta na ascensão ao cargo de governador para alavancar a candidatura. A principal característica do novo governador é a personalidade tranquila, em contraste com as inclinações bélicas de Requião. ''Eles (Pessuti e Requião) têm muitas ideias em comum, mas o Orlando é conciliador. O Requião vive no conflito'', carimba Regina, que revela ter ficado magoada com algumas ações do ex-governador dirigidas a Pessuti. ''Lógico que a gente fica, mas a gente entende e isso está perfeitamente superado'', conta.

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