Pesquisas mostram equilíbrio na disputa eleitoral
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quarta-feira, 16 de agosto de 2006
João Domingos<br> Agência Estado 
Brasília - A tendência do voto para a eleição dos governadores dos 26 Estados e do Distrito Federal em outubro, de acordo com as pesquisas eleitorais, mostra que será mantido o mesmo equilíbrio de forças entre governo e oposição. E que o PMDB, que poderá eleger nove governadores, mais uma vez será o partido a ser permanentemente cortejado, seja o presidente Luiz Inácio Lula da Silva reeleito, seja escolhido o tucano Geraldo Alckmin.
Hoje, em números absolutos, o presidente Lula tem 14 governadores aliados a ele, contra 13 dos partidos de oposição. Se for mantida a tendência de votos registrada pelas últimas pesquisas eleitorais, Lula continuará com 14 governadores de partidos aliados e 13 de oposição. Acontece que nem hoje nem no futuro o presidente Lula poderá gabar-se dessa mínima vantagem, porque entre os governadores do PMDB há os que são seus inimigos e que, mesmo com as mudanças, no ano que vem continuarão nas trincheiras oposicionistas.
No caso de vitória de Geraldo Alckmin, a relação dele com os governadores será mais fácil que a de Lula. Pelas pesquisas eleitorais até agora, PSDB, PFL e PPS, os três maiores partidos de oposição, fariam 13 governadores. Como a tendência é de parte do PMDB se aproximar do presidente eleito, e que o mesmo poderá ser feito por PTB e o PSB, o tucano poderia chegar a ter entre os aliados pelo menos 20 dos 27 governadores. Na oposição mesmo, ficariam os governadores do PT.
Pelos números das pesquisas, a situação não é boa para o PT na disputa para os governos estaduais. O partido tem a possibilidade de eleger três, mesmo assim, com grande aperto, no Acre, Piauí e Sergipel. A briga está muito equilibrada no Acre e no Piauí, dois Estados dominados pelo PT. Este, há três anos e meio; aquele, há sete anos e meio. A surpresa é Sergipe, onde o ex-prefeito Marcelo Deda tem boa vantagem sobre o pefelista João Alves. Em Mato Grosso do Sul, onde o governo é petista, a situação é dada como perdida. O ex-prefeito André Puccinelli deverá vencer com folga o senador Delcídio Amaral.
''Por enquanto estamos com a vitória quase garantida em seis Estados'', disse o presidente do PSDB, Tasso Jereissati (CE). ''Tem ainda os Estados em que estamos coligados com o PFL e com o PMDB. Devemos fazer a maioria dos governadores'', continuou Jereissati. No PT a situação, por enquanto, é de conformismo. ''É. Por enquanto, temos possibilidade de vitória em três Estados'', disse o presidente do partido, Ricardo Berzoini.


