Apoios políticos até então restritos ao âmbito da coligação e a exploração de números divergentes de pesquisas de intenção de voto deram o tom ontem à última sexta-feira de horário eleitoral na TV, antes do 2º turno das eleições. No cenário estadual, os candidatos Osmar Dias (PDT) e Roberto Requião (PMDB) não esqueceram o espaço - pequeno - para as críticas mútuas, mas centraram esforços na apresentação de propostas para Saúde e Transportes, respectivamente, conciliada à divulgação de avanços na intenção de voto.
No programa do PMDB, boa parte dos 10 minutos de exibição foi destinada à imagem do prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), que declarou apoio a Osmar. O material explorou declarações dos últimos dois anos em que o tucano agradecia investimentos de Requião na capital, sempre com destaque à ''parceria com o Estado''. Nesse caso, os números usados se referiam especificamente aos aportes em Saúde para Curitiba. Os dados eram entremeados com frases do governador licenciado prometendo investimentos ''sem se preocupar com o partido do prefeito ou de que lado ele está na eleição''.
Os peemedebistas ainda destacaram o avanço de seu candidato na pesquisa Datafolha desta semana, em que ele aparece com 52% dos votos válidos, contra 48% de Osmar. Os minutos finais foram dedicados a associar a imagem do pedetista à de seu vice, Derli Antônio Donin (PP), réu em ações do Ministério Público (MP) da época em que era prefeito de Toledo. De apoios à candidatura, pediram votos a Requião o senador Pedro Simon (PMDB-RS) e a candidata derrotada ao Senado, Gleisi Hoffmann (PT-PR).
Já a campanha de Osmar destinou a maior parte do programa na TV às declarações de apoio vindas de políticos - a maioria, tucanos -, na lista puxada pelo prefeito de Curitiba. Na sequência, pediram votos seu irmão, o senador reeleito Álvaro Dias (PSDB), e os também tucanos José Serra, governador eleito de São Paulo; Gustavo Fruet, deputado federal mais votado pelo Paraná, e Arlete Richa, esposa do ex-governador e ex-prefeito de Londrina José Richa. A lista fechou com Rubens Bueno e Ratinho Junior, ambos do PPS, e com o quarto colocado para a Presidência, Cristóvam Buarque (PDT).
Osmar citou pesquisa em que ele aparece à frente nas intenções de voto: pela Alvorada, anteontem, ele tem 52,4%, contra 47,6% de Requião. Entre as propostas, a campanha pedetista se fixou na recuperação e duplicação de estradas e rodovias - esfera que rendeu as principais críticas ao adversário. ''A maquiagem é visível'', atacou Osmar, para afirmar que são 2.546 quilômetros recuperados, contra os 5.000 difundidos pela propaganda oficial.

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