Pesquisa vai decidir candidato do PSDB ao governo do Paraná
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domingo, 27 de setembro de 2009
Janaina Garcia<br>Reportagem Local 
Antes definido em prévia partidária, neste ano o candidato ao governo do Paraná do PSDB será apontado pela população. Quem afirma é o senador Alvaro Dias, primeiro vice-líder tucano no Senado e, assim como o prefeito de Curitiba, Beto Richa, um dos pré-candidatos ao governo do Estado. Em visita à Redação da FOLHA nesse final de semana, Alvaro explicou que o PSDB aplicará pesquisas de opinião com os nomes dos postulantes ao Palácio Iguaçu (por meio de metodologia estimulada) a fim de que saia, dessa sondagem, o nome mais forte para concorrer em outubro de 2010.
Indagado sobre outro pré-candidato - ainda que de fora dos quadros do partidos -, seu irmão, o também senador Osmar Dias (PDT), foi taxativo: ''Vou me entender com o Osmar, e teremos uma conversa muito reservada sobre se chegar a um entendimento. Meu ponto de vista é este: só cogito sair se for o primeiro na preferência popular; se o Osmar aparecer em primeiro, eu abdico. Só espero que isso seja recíproco''.
O senador avalia que o processo eleitoral como um todo se antecipou mais do que o previsto, sobretudo com as discussões da minirreforma eleitoral e com a possível pré-candidatura da ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Roussef, defendida por outros ministros e mesmo pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em eventos oficiais do Planalto. ''Se antecipa o processo, acaba-se comprometendo o exercício do mandato. De outro lado, as campanhas ficam muito mais caras, e a paciência do eleitor, muito mais curta'', reconhece.
Indagado sobre a metodologia das prévias, de escolha do candidato nos quadros de filiados, Álvaro resumiu: ''A população vai olhar muito mais a trajetória das pessoas do que as promessas. E como os partidos, de um modo geral, estão desorganizados em suas estruturas, não tem mais como se falar em prévias. Por isso recorremos aos institutos de pesquisa para conhecer a tendência do eleitor, e transferir, a ele, a responsabilidade de escolha do nome do concorrente'', explicou, para completar: ''E como o processo se antecipou, o ideal é antecipar isso também para facilitar o processo com outras forças políticas''.
No Paraná, de acordo com o senador, por ora a única certeza é a repetição da aliança nacional que o DEM e o PPS mantêm com o PSDB. O tucano garante, por outro lado, que o PMDB - que, nacionalmente, é aliado de primeira hora do PT de Lula - tem se aliado ao partido em otros estados. ''Nosso foco é construir aqui no Paraná um palanque que ajude a candidatura do (governador de São Paulo) José Serra (à Presidência); as ambições pessoais devem ficar em um segundo plano''.


