Brasília - Um levantamento feito pelo Ministério do Planejamento em parceria com o Conselho Nacional dos Secretários de Estado de Administração (Consad) identificou 164 mil indícios de irregularidades entre funcionários públicos. Esse número representa 5,3% do universo de 3,1 milhões de registros analisados - a União e 14 unidades da federação forneceram dados para análise. O objetivo dos organizadores é criar um cadastro único dos servidores do País, de modo a facilitar a fiscalização e a gestão pública.
Entre os principais indícios de irregularidades estão a ocorrência de casos de servidores com mais de dois cargos (53.793 registros), servidores com contrato de dedicação exclusiva e mais um cargo (47.360) e funcionários públicos com acumulações de cargo consideradas ilícitas (36.113). Há ainda 26.898 casos que se enquadram em outras situações, como os de servidores com aposentadoria por invalidez em um órgão e com vínculos em outro (3,8 mil). Os casos serão examinados pelos Estados, que podem adotar medidas como o remanejamento do quadro de pessoal, notificação do servidor e até a exoneração.

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