Pesquisa revela o preferido na AL
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sábado, 04 de maio de 2002
Rosane Henn<br>Equipe da Folha 
Curitiba - A maioria dos 54 deputados estaduais acredita que, se as eleições fossem realizadas hoje, o senador Alvaro Dias (PDT) seria escolhido o novo governador do Paraná. É o que mostra pesquisa feita pela Folha em parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) no mês passado. Os 54 deputados do Paraná participaram da consulta e tiveram a garantia do segredo do voto.
Os parlamentares puderam optar entre os oito pré-candidatos (veja o quadro) que pretendem disputar a sucessão do governador Jaime Lerner (PFL). Alvaro Dias foi apontado na consulta como o vencedor, com 26 votos. Em segundo lugar, aparece o nome do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa (PSDB), com dez votos.
A sondagem não pode ser usada como um dado científico até porque os interessados no comando do Palácio Iguaçu ainda precisarão ter seus nomes referendados pelas convenções. Pela legislação eleitoral, os partidos têm entre 10 e 30 de junho para escolher os candidatos. A pesquisa, entretanto, serve para medir como está a temperatura da disputa no Poder Legislativo.
Apesar de o nome do senador pedetista ocupar a primeira posição, os deputados são unânimes em afirmar que o quadro deve mudar quando a campanha efetivamente começar e forem definidas as coligações e os nomes que disputarão a eleição de 6 de outubro. Não tem como apostar num nome porque a campanha ainda não começou, salienta o deputado Geraldo Cartário (PSL).
Para o deputado Caíto Quintana (PMDB), as pesquisas não retratam a realidade eleitoral. Segundo ele, os levantamentos divulgados pelos institutos de pesquisa são direcionados e feitos sob encomenda. As pesquisas que estão sendo divulgadas são dirigidas, até porque os municípios escolhidos podem afetar o resultado, porque atingem o reduto eleitoral de um determinado candidato, diz Quintana.
Os parlamentares da base de apoio ao governo acreditam que o nome do vice-prefeito de Curitiba, Beto Richa, tende a ganhar consistência. Beto conta com o aval de Lerner para a corrida sucessória, mas sua candidatura não tem empolgado o eleitorado.
A pesquisa aponta ainda que alguns parlamentares não acreditam no nome do próprio partido. O candidato do PT, Padre Roque Zimmermann, por exemplo, obteve o voto de apenas um parlamentar. O partido tem quatro representantes na Assembléia Legislativa.
Situação similar vive o candidato do PPS, Rubens Bueno. Dos dois representantes da sigla na Casa, apenas um acredita no sucesso da candidatura de Bueno. Outro que também enfrenta situação delicada é o ex-secretário estadual de Desenvolvimento Urbano Lubomir Ficinski. Ele não obteve nenhum voto entre os 54 deputados.
O deputado que mais faltou às sessões no mês de abril foi o ex-presidente da Assembléia Nelson Justus (PFL). A presença de Justus no plenário só foi registrada em cinco das 14 sessões realizadas, e o petebista não participou de nenhuma das 12 votações realizadas no período.
Para Justus, a presença nas sessões não pode ser utilizada como a única medida para avaliar o trabalho de um deputado. Vou à Assembléia todos os dias. Se vejo que a pauta não tem nada importante, subo para meu gabinete para despachar, mas fico escutando a sessão através do sistema de som. Se for uma votação importante, desço para votar.
(Colaborou Leandro Donatti)


