Os questionamentos feitos pelo candidato peemedebista à Prefeitura de Londrina, Luiz Eduardo Cheida, à Pesquisa Folha, são classificados pelo consultor responsável pelo levantamento, Alexandre do Espírito Santo, como interpretações permitidas dentro da estatística. Cheida, através da Coligação Londrina para Todos, ingressou na Justiça Eleitoral para vetar o uso das informações reveladas pela pesquisa, divulgada no último dia 20, pelos seus adversários. O candidato alega que os dados usados divergem do pedido de registro da consulta. Entre os questionamentos estão dados estatísticos referentes à amostragem por sexo, idade e nível socioeconômico.
No pedido de liminar encaminhado à Justiça Eleitoral de Londrina, a coligação afirma que a pesquisa ouviu 13% a mais de pessoas do sexo feminino, contrariando o que foi declarado no registro. Segundo Alexandre do Espírito Santo, foram ouvidos 339 homens e 448 mulheres, uma diferença de 13,8%.
‘‘É importante observar que existe perfeita distância estatística, ou seja, foi considerado um número grande de entrevistados para garantir menor margem de erro.’’ Segundo ele, se a pesquisa tivesse ouvido menos do que 300 homens, o resultado final poderia ter comprometimento. ‘‘Como foi ouvido mais de 10% do número limite, temos margem de segurança de sobra.’’
Com relação à distribuição por idade, a coligação reclama que 37,5% dos entrevistados tinham mais de 46 anos, quando no registro junto à Justiça havia sido informado que seriam apenas 12%. O consultor da Folha afirma que os pesquisadores aplicaram os questionários seguindo critérios de viabilidade: tempo, esforço e custo.
‘‘Isto se aplica em qualquer levantamento’’, afirmou. De acordo com Espírito Santo, o fato da maioria dos entrevistados ser maior de 46 anos não compromete o resultado final. Ele afirma que a amostra considera eleitores de todos as idades. ‘‘O que importa é que não foram omitidas características do eleitor.’’ O fato de ampliar o número de entrevistados de uma determinada idade, explica ele, não compromete a pesquisa. ‘‘O que ocorreu foi uma variação destas cotas, dentro dos critérios científicos admitidos.’’
Outro questionamento feito pelo candidato do PMDB – de que não foi obedecido critério socioeconômico, conforme declarado junto à Justiça Eleitoral – Espírito Santo afirma que os pesquisadores identificaram os eleitores em categorias perguntando sobre a renda familiar. No questionamento, a coligação afirma que foi colocado no registro que o levantamento seria estratificado, conforme nível socioeconômico.
‘‘A referência do eleitor é baseada na sua renda e o mais importante é que todas as categorias sociais estão incluídas no levantamento. O que pode ser ponderado é renda, nível social é uma abstração’’, afirmou o consultor. Ainda de acordo com Espírito Santo, todos os levantamentos feitos pelos institutos nestas eleições consideram os dados do IBGE, que foram coletados há 10 anos. Na levantamento da Folha, foram consideradas diferenças que representam o crescimento populacional. ‘‘A população de Londrina cresceu 30%’’, informa Espírito Santo.

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