Pesquisa do Instituto Vox Populi, encomendada pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT), mostra que 32% da população não têm nenhum interesse no confronto de candidatos nos estados ou na sucessão presidencial. Apenas 7% das pessoas ouvidas acompanham a disputa pela vaga de todos os cinco cargos eletivos em jogo. Foram ouvidas 2 mil pessoas nos dias 23 e 24 do mês passado. Os dados sobre o desinteresse ficam um pouco abaixo dos coletados 10 dias antes, de 48%, na pesquisa Ibope/Confederação Nacional da Indústria (CNI).
A pesquisa CNT traz uma surpresa sobre o eleitorado do País, ao mostrar que 31% das pessoas ouvidas escolhem seus candidatos pelas suas realizações políticas, administrativas e profissionais. A confiança que o candidato transmite e a sua inteligência são, respectivamente, segundo e terceiros pontos que justificam a preferência do eleitor. A vida pessoal do candidato interessa a apenas 12% dos eleitores, enquanto que 10% deles votam naqueles que conseguem se fazer entender com facilidade. Os compromissos religiosos do candidato contam apenas para 3% do eleitorado.
Outro dado considerado positivo é que 44% dos eleitores garantem que estão escolhendo ‘‘o melhor candidato’’. Os que alegam que votam sem outra opção de escolha somam 23%. Os que votam para manifestar o descontentamento ou revolta totalizam 18% dos eleitores brasileiros. A pesquisa traz uma alerta aos candidatos, sobre as promessas que farão em campanha. Os dados mostram que eles não deverão exagerar, porque a maior parte dos eleitores não se deixa convencer por promessas utópicas.
A cautela é demonstrada na expectativa existente sobre os grandes males do País. Apenas 30% dos eleitores acreditam que em quatro anos o presidente da República conseguirá acabar com o analfabetismo no Brasil. O índice cai quando os alvos são o fim do desemprego (24% dos eleitores), da fome e da miséria (22%) e da seca no Nordeste (19%).
Também foi constatado que, por ordem de escolha, a disputa à presidência da República é a que desperta maior interesse dos eleitores, com 37%, seguido da escolha do governador (13%), deputados estaduais (4%) e deputados federais (2%). Os eleitores consultados colocaram o cargo de senador como o que menos atrai seu interesse, atribuindo a ele zero na escala de importância.
Outra revelação da pesquisa é que a conversa com amigos e familiares é a que mais influencia na escolha de candidatos à presidência (30%) e ao governo dos Estados (28%). Em segundo lugar, surge a televisão, influenciando 24% dos eleitores. A propaganda eleitoral gratuita aparece em seguida - com 14% na escolha do presidente e 15% na do governador. Os jornais, com 10% (presidente) e 11% (governador), ficam à frente das informações veiculadas pelo rádio, 3% e 4%, ou pelo que dizem padres e outros líderes religiosos, com 2% e 3%.

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