Dados preliminares de uma pesquisa inédita, feita no Rio e que deverá ser estendida para o resto do País, a partir de 2002, revelam que é insignificante o número de corruptos que vai a julgamento na Justiça. Entre 1995 e 2000, apenas 135 processos por corrupção foram abertos na Justiça fluminense. No mesmo período, a polícia instaurou 175 inquéritos para investigar denúncias de corrupção, 35 por ano.

As informações foram reveladas ontem, em São Paulo, pela juíza federal Denise Frossard, uma das organizadoras da investigação, realizada pela organização não-governamental (ONG) Transparência Brasil. O levantamento também constatou que não existe em curso na Justiça um único inquérito ou processo por tráfico de influência. ''Isso quer dizer que, do ponto de vista judicial, simplesmente não existe tráfico de influência no Rio de Janeiro'', avaliou.

A corrupção não chega aos tribunais, afirma Denise, devido às ''deficiências crônicas'' do Judiciário e do modelo brasileiro de combate à corrupção.

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