Curitiba - Entre os 35 deputados federais do Paraná, incluindo titulares e suplentes, que exerceram o mandato que começou em fevereiro de 2003 e se encerra no próximo mês, seis compareceram a menos de 75% das sessões deliberativas da Câmara. São eles: José Janene (PP), Odílio Balbinotti (PMDB), Max Rosenmann (PMDB), José Borba (PMDB), Dr. Rosinha (PT) e Reinhold Stephanes (PMDB). O dado foi retirado de um levantamento feito pela equipe do site ''Congresso em Foco''.
Entre os seis do Estado, Max Rosenmann e Dr. Rosinha justificaram todas as suas faltas. José Janene e José Borba foram os únicos, entre os seis, que não se reelegeram na eleição de outubro passado.
Divulgado no último dia 19 de janeiro, o levantamento informa também que um em cada cinco parlamentares (pertencentes ao Paraná e demais Estados), que estiveram no exercício do mandato, compareceu a menos de 75% das sessões deliberativas. Ou seja, entre os 616 titulares e suplentes do exercício de 2003 a 2007, 118 tiveram 25% ou mais de ausências nas votações. As faltas somadas chegam a 51.830, sendo que 48.668 foram justificadas e outras 3.162 ficaram sem nenhuma explicação. Licença médica e a chamada missão oficial autorizada foram as justificativas mais dadas pelos parlamentares - representam 94% do total.
Entre os seis paranaenses, Balbinotti e Janene também estão na relação dos 30 deputados federais que mais faltaram entre os 616 titulares e suplentes que atuaram na Câmara de 2003 a 2007. Ambos, porém, justificaram a maior parte das faltas com licenças médicas. No caso do peemedebista, que ficou em 26º lugar, 153 ausências foram justificadas e 51 não. Em relação às justificativas, 55 das faltas são referentes à licença médica e 98 faltas teriam ocorrido em função de missão oficial autorizada.
Apontado como um dos envolvidos no escândalo do ''mensalão'', Janene licenciou-se do mandato para tratamento de saúde por 60 dias em 6 de janeiro de 2006, por 90 dias em 7 de março e por 40 dias em 26 de abril. Seu retorno ocorreu em 5 de junho de 2006. Ele deixou de justificar cinco faltas em sessões deliberativas.
Borba, que renunciou ao cargo na tentativa de escapar de um processo de cassação por suposto envolvimento no esquema do ''mensalão'', teve 136 faltas - seis não foram justificadas. No caso do deputado Reinhold Stephanes - cujo mandato teve apenas 107 sessões deliberativas porque foi chamado para ocupar uma secretaria no governo do Paraná -, das suas 30 faltas, duas não foram justificadas.
Entre aqueles do Paraná que menos faltaram, estão Irineu Rodrigues (PPS/PR), com 100% de presença, Cláudio Rorato (PMDB/PR), com 98,5%, Paulo Bernardo (PT/PR) e Eduardo Sciarra (PFL/PR), com 95,3% cada, Osmar Serraglio (PMDB/PR) e Nelson Meurer (PP/PR), com 94,4%, Giacobo (PL/PR), com 93,9%, Dra. Clair (ex-PT/PR) e Affonso Alves (PSDB/PR), com 93,8% cada, e Vitorassi (PT/PR), com 93,2%.
Conforme infográfico, porém, a porcentagem é calculada de acordo com o número de sessões realizadas durante o período do exercício do parlamentar. O primeiro da fila, por exemplo, Irineu Rodrigues, teve 100% de presença, mas exerceu apenas uma suplência de 14 sessões deliberativas. Cláudio Rorato também exerceu o mandato como suplente, durante apenas 67 sessões. Paulo Bernardo se licenciou para um ministério no governo federal e, por isso, exerceu durante 338 sessões.

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