Pesquisa faz raio X da segurança no PR
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sábado, 20 de abril de 2002
Rodrigo Sais Equipe da Folha 
Curitiba - O paranaense está insatisfeito com o desempenho do governo estadual na área de segurança pública. Segundo uma pesquisa realizada pelo Instituto Brasmarket, 50,2% da população do Estado acredita que a ação do governo contra a criminalidade não está sendo suficiente para impedir a escalada da violência.
O levantamento foi realizado no dia 28 de março em todo o País. No ranking elaborado pelo instituto, o Paraná ocupa a 20ª colocação entre as 27 unidades da federação. De acordo com a pesquisa, a população do Amazonas está mais satisfeita com a ação do poder público, enquanto Pernambuco ocupa a última colocação.
O secretário de Segurança Pública, José Tavares, acredita que a avaliação não reflete a realidade do Estado. Nunca se investiu tanto em segurança no Paraná como neste governo. Estão sendo entregues dez unidades penitenciárias, que gerarão 3.800 novas vagas no sistema carcerário. Além disso, a Polícia Civil teve um aumento de 30% em seus quadros, com o repasse de várias viaturas novas, afirmou.
O comportamento dos policiais paranaenses também foi analisado na pesquisa. Segundo o levantamento, a honestidade dos policiais de todo o País não está em alta. O Tocantins foi o estado mais bem colocado, com uma nota de 5,82 em uma escala de 0 a 10. Os policiais paranaenses obtiveram uma média de 4,89, o que deixou o Estado como o 12º do ranking nacional.
Para o delegado-geral da Polícia Civil, Leonyl Ribeiro, a nota baixa pode ser atribuída a uma dificuldade da população em entender a questão da criminalidade. A população tende a confundir a função da polícia. Nós agimos nos efeitos, e não nas causas. Não cabe à polícia combater fatores que estimulem a criminalidade, como o desemprego e a diferença social, avaliou Ribeiro.
Metodologia - A pesquisa da Brasmarket utilizou uma metodologia diferenciada para avaliar a nota geral de cada estado. Pelo método, uma avaliação do panorama da segurança pública considerado ótimo pelo entrevistado tem um peso maior do que a do entrevistado que considera a atuação do governo apenas boa. Além disso, os pesquisadores estimulavam o entrevistado a ter uma opinião definida. Caso a resposta à enquete fosse regular, fazia-se uma segunda pergunta: Regular para bom, ou regular para ruim?. Caso o entrevistado não apontasse preferência, o resultado era computado como regular.


