Termômetro para medir e avaliar o eleitorado, a pesquisa qualitativa é ferramenta utilizada por vários candidatos no período que antecede as eleições. Ela delimita pontos positivos e negativos dos candidatos, seu grau de aceitação junto à população e possíveis níveis de rejeição. O resultado direciona a campanha e altera rumos quando necessário.
O candidato Alex Canziani (PTB) faz uso dessa ferramenta há alguns anos. Atualmente, o responsável por coordenar esse trabalho é Valduir Pagani, da Engenho Propaganda. ''É um hábito dele fazer pesquisa qualitativa há um bom tempo. Este ano nós fizemos uma em março e estamos programando outra para breve'', declarou Pagani. Ele apontou que a pesquisa de março foi utilizada para detectar o que o público conhecia do candidato, os pontos fracos, fortes e a imagem que ele representava.
A próxima pesquisa terá o mesmo enfoque, porém servirá também para medir alterações nos pontos positivos e negativos, podendo modificar o rumo da campanha eleitoral. ''A pesquisa pode alterar uma campanha. Às vezes você acha que ele (o candidato) é muito simpático e a pesquisa não mostra isso. Nesse caso, podemos fazer algumas correções de rumo'', detalhou. Para Pagani, a pesquisa é de extrema importância em uma campanha. ''Acho absolutamente necessária. É importante conhecer claramente qual é o feeling que o público tem do homem público'', argumentou.
O candidato do PSDB, Luiz Carlos Hauly, fará a primeira pesquisa qualitativa da campanha neste fim de semana. O coordenador de campanha, Amauri Scudero, detalhou que será uma pesquisa quantitativa de profundidade em que serão ouvidas 1,5 mil pessoas, número que reduz drasticamente a margem de erro no resultado final. ''Ela serve para identificar como anda o horário eleitoral, qual é o reflexo da candidatura, não só do nosso candidato mas dos outros, e definir quem são os indecisos para captá-los'', explicou. Scudero detalhou ainda que no início de setembro será feita outra pesquisa qualitativa e a cada semana terá também uma pesquisa quantitativa. As pesquisas para o candidato são feitas pelo Instituto Canadá Pesquisas.
O coordenador de comunicação de Barbosa Neto (PDT), Domingos Pelegrini, informou que o candidato fez uma pesquisa qualitativa antes de começar a campanha para detectar a opinião do eleitorado sobre ele. ''O resultado é usado para saber o que a gente tem que rebater e o que tem que reforçar na campanha. Gostaríamos de fazer mais uma, mas talvez não tenhamos dinheiro'', detalhou Pelegrini. A pesquisa foi elaborada pela jornalista Eleonora Paschoal.
Os outros candidatos, Nedson Micheleti (PT), Elza Correia (PMDB), Félix Ribeiro (PMN), Antônio Casemiro Belinati (PSL) e Naudemar Nascimento (PV) não fizeram pesquisa qualitativa na campanha.

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