Pesquisa do Senado revela resistência à legalização de bingos
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segunda-feira, 12 de junho de 2006
Luciana Nunes Leal<br>Agência Estado 
Brasília - Levantamento feito pela Secretaria de Pesquisa e Opinião Pública do Senado durante a CPI dos Bingos constatou uma grande resistência à legalização desse tipo de jogo. Apenas 19,3% dos entrevistados se declararam a favor a legalização das casas de bingo e das máquinas caça-níqueis. Se o jogo fosse legalizado, apenas 15,2% disseram que frequentariam os locais de aposta. Disseram-se indiferentes à legalização 30% dos entrevistados e 48,2% foram contra a idéia. Apesar do resultado da pesquisa, o relator da CPI, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), incluiu no relatório final uma detalhada proposta de regulamentação dos bingos, a ser encaminhada à Comissão de Turismo do Senado.
''Se eu não tivesse dúvida, teria encaminhado um projeto direto para tramitação no Senado. Sou pessoalmente favorável à legalização, mas acredito que o debate deve continuar e por isso encaminhei à comissão'', justifica Garibaldi. Vários senadores repudiaram a proposta do relator. Mesmo os que votarão a favor do relatório, como Romeu Tuma (PFL-SP), farão ressalvas de que são contrários à regulamentação.
A pesquisa foi feita, por telefone, com 1.072 entrevistados em 111 municípios dos 27 estados. Foram ouvidos brasileiros de 16 anos ou mais, entre os dias 16 e 25 de maio. Até na hora de responder sobre os pontos positivos do funcionamento das casas de bingo os entrevistados mostraram contrariedade. A resposta mais escolhida, por 43,1%, foi ''não tem característica positiva''. Quarenta por cento citaram a geração de empregos como positivo.
Na questão sobre os aspectos negativos, apenas 8% disseram que eles não existem. O pior dos bingos, para 35,3%, é o ''incentivo ao vício'', seguido da ''lavagem de dinheiro'', para 31,2%.


