Pesquisa do Ibope indica
possibilidade de 2º turno
Pesquisa Confederação Nacional das Indústrias (CNI)/Ibope, realizada entre 8 e 13 de maio com 2 mil pessoas em várias regiões do País, revelou que, se as eleições fossem hoje, haveria segundo turno. Pelos dados do levantamento, 37% dos entrevistados votariam no primeiro turno em Fernando Henrique Cardoso (PSDB), 23% em Luiz Inácio Lula da Silva (PT), 8% em Ciro Gomes (PPS) e 7% em Enéas Carneiro (Prona). Dos demais, 15% disseram que não votariam em nenhum desses candidatos, em branco ou nulo, enquanto os 11% restantes não souberam responder ou não quiseram opinar.
Apenas 6% dos entrevistados classificaram o governo Fernando Henrique como ótimo. Outros 27% acham que ele é bom, 39% consideram regular, 7% ruim e 19% péssimo. Sobre a administração do presidente Fernando Henrique, o resultado melhora para o governo. Entre as pessoas ouvidas, 50% disseram que aprovam a maneira como o presidente administra o País; 41% disseram que desaprovam e 9% não souberam responder ou não quiseram opinar.
A pesquisa mostrou, ainda, o grau de confiança dos entrevistados no governo Fernando Henrique. Das 2 mil pessoas ouvidas, 48% disseram confiar e 46% não confiar, enquanto 6% não souberam responder ou não quiseram opinar. A pesquisa mostrou que o grau de confiança é menor entre as mulheres: 43% delas confiam contra 53% dos homens e 48% delas não confiam, contra 43% dos homens.
A preocupação com o desemprego vem crescendo, desde que, há um ano, a pergunta foi incluída na pesquisa. Em março de 1998, 69% haviam apontado o desemprego como o principal problema. Além disso, voltou a crescer o número dos que têm pouco ou muito medo de perder o emprego, atingindo 67% dos entrevistados, contra 63% em março. Mesmo assim, este índice ainda é menor que o recorde alcançado em maio de 97, que foi de 69%. O medo do desemprego é maior entre as mulheres, com 73%. Entre os homens, este índice é de 60%.
O chefe da Assessoria Econômica da CNI, José Guilherme Reis, explicou que as mulheres têm mais medo de perder o emprego porque hoje é maior sua participação na população economicamente ativa do País. Ele observou que esse aumento da presença feminina no mercado de trabalho também é provocado pelo medo que elas têm de que o chefe de família perca o emprego.
Os entrevistados do Ibope fizeram sugestões para reduzir o desemprego. A mais indicada foi o incentivo às pequenas empresas (45%), visto como particularmente importante entre os mais jovens de maior escolaridade e maior renda. Em segundo lugar (16%) apareceu o aumento da qualificação dos trabalhadores, indicado principalmente pelas mulheres. Também foi indicada a redução dos juros por 14% dos entrevistados, sendo que esta opção foi mais indicada por pessoas com mais de 50 anos de idade, grau de instrução elevada, do sexo masculino.
Ao divulgar os resultados da pesquisa, o presidente da CNI, senador Fernando Bezerra (PMDB-RN), ressaltou que ela mostrou um fato importante para o setor empresarial: 57% dos homens e 50% das mulheres, numa média de 54%, aceitam a redução do salário para manter o emprego. (AE)

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