Pesquisa CNI/Ibope mostra vatagem de Lula
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sexta-feira, 04 de agosto de 2006
Renata Veríssimo<br> Agência Estado 
Brasília - A pesquisa CNI/Ibope, divulgada ontem, mostra que o presidente Luiz Inácio da Silva (PT) teria 44% dos votos no primeiro turno, enquanto o candidato tucano Geraldo Alckmin teria 25% das intenções de voto, se as eleições fossem realizadas em julho, época do levantamento. A senadora do PSOL, Heloisa Helena, ficaria com 11% das intenções de voto. O senador Cristovam Buarque (PDT) e Luciano Bivar (PSL) ficariam cada um com 1% das intenções de voto, enquanto José Maria Eymael (PDC) e Rui Costa Pimenta (PCO) não receberiam indicação de voto.
A CNI explica que a pesquisa não traz a comparação com as anteriores para primeiro turno porque é a primeira vez que o Ibope utiliza a lista oficial de candidatos a presidente da República. Embora não permita comparações, vale apontar que na pesquisa de junho Lula tinha 48% das intenções de voto; Alckmin 18% e Heloisa Helena, 5%. Naquela ocasião, faziam parte da lista da pesquisa CNI/Ibope Enéas (Prona), que tinha 2%; Pedro Simon (PMDB), também 2%, além de Cristovam Buarque e Eymael, cada com 1% das intenções.
No segundo turno, as intenções de voto no presidente Lula caíram de 53% em junho para 50% em julho, enquanto o candidato Alckmin subiu de 29% para 36%. Os votos brancos e nulos somaram 10% e aqueles que disseram não saber ou não opinaram somaram 4%. Na hipótese de um segundo turno com a candidata Heloisa Helena, Lula também teve uma redução nas intenções de voto de 57% para 53%. A senadora Heloisa Helena subiu de 21% para 30% entre junho e julho. Num cenário com Lula e Heloísa Helena, brancos e nulos somam 12% e os que não sabem ou não opinaram, 5%.
A avaliação do governo Lula teve uma piora e interrompeu um movimento ''de ganhos expressivos'' registrado desde março deste ano. A avaliação ótimo/bom caiu de 44% em junho para 40% em julho. A avaliação ruim/péssimo se manteve em 19% e a regular subiu de 36% para 40%.
Segundo a CNI, a queda nos índices de avaliação atinge de maneira homogênea quase todos os extratos da população. As quedas mais expressivas na avaliação do governo Lula aconteceram na região Sudeste, na faixa de escolaridade entre a quinta e oitava série e entre aqueles com idade entre 30 e 39 anos. A pesquisa registra uma melhora na avaliação na região Nordeste e nas faixas de menor escolaridade e renda.
A aprovação do governo Lula também caiu de 60% em junho 55% em julho. A desaprovação ao governo subiu, por sua vez, de 34% para 36%.
A pesquisa também registra uma queda na confiança no presidente Lula. O porcentual dos que afirmaram confiar no presidente caiu de 56% em junho para 52% em julho. Os entrevistados que afirmaram não confiar no presidente subiram de 39% para 43% no mesmo período. O levantamento destaca que a queda na confiança no presidente é maior que a queda verificada na avaliação do governo.


