São Paulo - O programa Bolsa Família foi responsável por um aumento de cerca de três pontos percentuais na votação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no segundo turno das eleições presidenciais de 2006, segundo estudo do pesquisador Maurício Canêdo Pinheiro, do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (FGV).
Na ocasião, Lula obteve 60,83% dos votos, ou seja, mais de 58,2 milhões. O tucano Geraldo Alckmin ficou em segundo lugar, com 39,17% dos votos. O levantamento indica ainda que o impacto do programa nas eleições foi maior que o gerado pelo desempenho da economia.
Segundo a pesquisa, em 2002, Lula foi particularmente bem em regiões mais urbanizadas e desenvolvidas do país. Já em 2006, ocorreu uma migração da base eleitoral para regiões menos desenvolvidas - mais dependentes do Estado e mais beneficiadas pelo programa.
''Nos municípios mais ricos, possivelmente, uma das causas na piora do desempenho eleitoral de Lula é a frustração de seu eleitorado habitual com os escândalos ocorridos em seu primeiro mandato. Nos municípios mais pobres, o aumento da votação de Lula pode ser resultado do fato - identificado por alguns cientistas políticos - de que seus eleitores, por habitarem localidades mais dependentes do Estado, seriam mais propensos a votar no candidato do governo'', afirmou Pinheiro.

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