Brasília - A aprovação e a avaliação positiva do governo de Luiz Inácio Lula da Silva caíram pela primeira vez desde sua posse, em janeiro, de acordo com a pesquisa CNI/Ibope divulgada ontem. A pesquisa revela que a aprovação do governo passou de 75% em março para 70% em junho, e a desaprovação foi de 13% para 18%. Para 43% dos entrevistados, o governo é ótimo/bom, índice que era de 51% em março.
Avaliaram o governo como regular 38%, enquanto que 11% disseram que era ruim ou péssimo (na pesquisa anterior, 36% e 7%, respectivamente). O levantamento foi feito entre os dias 19 e 23 de junho, com 2.000 pessoas em 145 cidades. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos percentuais. Pesquisa Datafolha divulgada no fim de semana apontou estabilidade na avaliação do governo, com 43% de regular, 42% de ótimo ou bom e 11% de ruim ou péssimo.
De acordo com a pesquisa CNI (Confederação Nacional das Indústrias), cujo presidente é o deputado federal Armando Monteiro Neto (PTB-PE), partido da base do governo, o índice de confiança em Lula continua alto, embora tenha oscilado negativamente passou de 80% em março para 76% em junho. Disseram não confiar no presidente 19%, três pontos percentuais a mais do que em março.
A pesquisa mostra também que aumentou a confiança da população na condução da política econômica. Caiu 25 pontos percentuais o número de pessoas que disseram acreditar que a inflação irá aumentar de 61% para 36%. A inflação irá diminuir na opinião de 32% dos entrevistados eram 14% na pesquisa anterior. Cresceu também a expectativa de queda no desemprego de 20% para 32%. Para 42%, haverá aumento do desemprego 56% tinham essa opinião em março. Na comparação entre os governos FHC e Lula, o petista viu subir o índice dos que o consideram melhor de 49% para 57%.
O jornal francês ''Le Monde'' publicou em sua edição de ontem uma reportagem sobre os primeiros seis meses do governo de Luiz Inácio Lula da Silva. O diário ressalta os problemas enfrentados pelo presidente brasileiro para combater o desemprego e promover a reforma agrária, citando recentes ocupações do MST. Também faz menção à oposição de empresários contra a reforma tributária, e servidores, contra a previdenciária, e diz que, apesar de algumas divergências, Lula mantém popularidade.

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