Eles foram os protagonistas das investigações que revelaram o maior esquema de corrupção na cidade de São Paulo: a máfia dos fiscais. Mais de um ano depois, essas pessoas, como todos os cidadãos, preparam-se para escolher o próximo prefeito e os vereadores. Se depender da maioria deles, uma mulher – Marta Suplicy (PT) ou Luiza Erundina (PSB) – deve ocupar a prefeitura a partir do próximo ano.
A ex-primeira-dama do Município Nicéa Pitta deve votar em Marta Suplicy, mas ainda quer conhecer melhor o programa de Geraldo Alckmin (PSDB) antes de decidir o voto. ‘‘Se for um dos dois, a cidade estará bem administrada’’, afirma Nicéa, que fez várias denúncias de irregularidades administrativas contra seu ex-marido, o prefeito Celso Pitta (PTN).
A ex-namorada do ex-vereador Vicente Viscome, Tania de Paula, afirma que está entre Marta e Erundina. De acordo com investigações da Polícia Civil e do Ministério Público, Viscome controlava um esquema de cobrança de propinas na Administração Regional da Penha. O vereador teve seu mandato cassado e está preso.
A ex-prefeita Luiza Erundina deve receber o voto da empresária Soraia Patrícia da Silva, que deflagrou as investigações sobre o esquema da máfia dos fiscais. Em dezembro de 98, ela acusou o fiscal da Administração Regional de Pinheiros Marco Antonio Zeppini de cobrar propina para a regularização do imóvel de sua academia de ginástica, nos Jardins.
O ambulante Afonso José da Silva não está tão cético e quer mudar as coisas na prática. Para isso, é candidato a vereador pelo PSB. Silva denunciou um suposto esquema de corrupção na Administração Regional da Sé, que, segundo ele, era comandado pelo ex-vereador e ex-deputado Hanna Garib. Expulso do PPB, Garib também teve o seu mandato cassado pela Assembléia Legislativa.

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