Persistem os atentados e mortes no Oriente Médio
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2002
Das agências 
JerusalémDois palestinos abriram fogo ontem contra um grupo de israelenses numa estação de ônibus em Jerusalém oriental deixando ao menos dez feridos, cinco gravemente, disseram a rádio e a televisão públicas israelenses. De acordo com as fontes, um dos atiradores foi morto por soldados israelenses, enquanto policiais chegavam ao local. O ataque aconteceu no bairro de Neve Yaakov, no norte de Jerusalém, por volta das 18h30.
Pelo menos dez feridos foram levados a três hospitais de Jerusalém.
Outras mortesNa manhã de ontem, dois palestinos foram mortos a tiros por israelenses um deles quando levava a mulher para dar à luz em um hospital. Mais tarde, dois israelenses morreram e outros dois ficaram feridos durante um ataque palestino perto da cidade autônoma de Belém (Cisjordânia). Um dos feridos encontra-se em estado grave. O atentado aconteceu quando os palestinos dispararam contra veículos que circulavam entre as colônias judias de Teqoa e Noqdim, sudeste de Belém.
O aumento da violência nos últimos dez dias está solapando a popularidade do primeiro-ministro Ariel Sharon.
RetiradaOs tanques israelenses se retiraram na madrugada de ontem das proximidades do escritório do presidente palestino, Yasser Arafat, em Ramalah, Cisjordânia, segundo decisão do gabinete ministerial israelense.
Arafat estava confinado pelo Exército de Israel desde o dia 2 de dezembro em seu quartel-general, em Ramalah. Os blindados que estavam estacionados nas proximidades do escritório de Arafat após uma onda de atentados suicidas em Israel seguiram para o norte da cidade autônoma palestina.
A Autoridade Palestina anunciou na quinta-feira a prisão de três homens suspeitos de serem os autores do assassinato do ministro do Turismo israelense, Rehavam Zeevi, morto em outubro do ano passado.
A prisão dos assassinos do ministro era a condição do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, para interromper o confinamento imposto a Arafat impedido de sair de Ramallah desde o dia 3 de dezembro.
Arafat realizou algumas saídas desde então. Foi ao hospital mais próximo, mas permaneceu a maior parte do tempo no quartel-general, onde recebeu delegações, a imprensa estrangeira e os ministros das Relações Exteriores Jack Straw (Reino Unido) e Joschka Fischer (Alemanha). Depois da decisão de Israel de manter Arafat confinado em Ramallah, os palestinos cancelaram sua participação numa reunião de segurança prevista com autoridades israelenses, segundo o coordenador-geral dos serviços de inteligência palestinos, Amin al Hindi.


