Persistem as divergências EUA-China
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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2002
Agência IPS 
PequimA primeira vista à China do presidente George W. Bush deixou claras as diferenças fundamentais entre as duas potências. Embora o governo chinês tenha dado ênfase aos aspectos positivos da relação bilateral, a visita do presidente norte-americano parece não ter conseguido avançar em relação a questões delicadas, como a proliferação de armas, os direitos humanos, a situação de Taiwan e a liberdade de culto. Quando o ex-presidente Bill Clinton chegou a Pequim, em 1998, a China foi o seu único destino. Agora, Bush quer nos mostrar que os Estados Unidos dão mais importância aos seus aliados do que à China, avaliou o professor Pang Zhongying, do Instituto de Assuntos Internacionais da Universidade Xinhua.
Washington e Pequim procuraram concentrar-se nos avanços dos vínculos bilaterais, estabelecidos três decênios atrás, com a histórica viagem à China do ex-presidente Richard Nixon. O trigésimo aniversário daquela visita deu oportunidade e simbolismo à presença de Bush e elevou as expectativas sobre os seus resultados. Seu aperto de mão atravessou o oceano mais vasto do mundo, 25 anos de não-comunicação, disse o então primeiro-ministro Zhou Enlai a Nixon.
As divergências foram se acentuando à medida que transcorria a visita. Em uma entrevista à imprensa transmitida para todo o país, o presidente norte-americano pressionou o presidente chinês, Jiang Zemin, para que reduza a exportação de armamentos e tecnologia bélica e para respeitar a liberdade religiosa da nação.


