Buenos Aires Moradores da populosa periferia de Buenos Aires mantinham-se em guarda esta semana, organizados para proteger suas casas e bens do vandalismo, depois do trauma criado pela onda de saques e violência na qual 30 pessoas morreram. O Bairro Parque do Rei, de classe média empobrecida, a 15 km ao sul de Buenos Aires, vive em permanente sobressalto, com seus pacíficos habitantes armados e organizados para se defender. Encravado na localidade de Lomas de Zamora, a metade de seus 400.000 moradores vivem em situação abaixo da linha da pobreza, em locais onde são precárias as condições de vida.
''O medo a um assalto a nossas casas, a nossos negócios, nos persegue'', desabafa Graciela Miranda, uma mulher de cerca de 50 anos. Víctor, seu marido, que trabalha como ferreiro, evoca imagens que gostaria de apagar para sempre. ''Os primeiros saques foram feitos por pessoas muito necessitadas, mas depois apareceram grupos organizados, que chegaram em caminhões precedidos por um chefe, que fazia o reconhecimento do terreno'', assegura, enquanto Yesica, sua jovem filha de 18 anos, consente com o gesto de cabeça.
José Charreau, visitador médico e fanático pelo clube local de futebol Los Andes, que milita na segunda divisão, conta que eles ''vinham das cidades próximas, Santa Marta, Villa Amelia, Villa Albertina, alguns de mais longe como os que vieram de caminhões do Bairro San José''. ''Desciam, entravam num estabelecimento, saqueavam, num abrir e fechar de olhos'', conta, em relação a uma cena que presenciou no centro de Lomas de Zamora.
As autoridades da província de Buenos Aires desmentiram categoricamente que tivesse havido ataques a bens particulares, além dos saques a supermercados e lojas.
MenemO ex-presidente argentino Carlos Menem (1989-1999), confirmou ontem em Santiago do Chile que sairá candidato à presidência da República em 2003, ao mesmo tempo em que demonstrou desacordo com a criação de uma nova moeda. ''Sim'', respondeu Menem à pergunta sobre sua candidatura em 2003. E completou afirmando que n®MDNM¯ão existe espaço para criar uma nova moeda''atualmente, no país, lembrando que 80% da economia está dolarizada.
(Leia outras notícias sobre a situação econômica na Argentina no Caderno Folha Economia)

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