São Paulo - Dando cada vez mais sinais de que pretende sair do cargo, o presidente nacional do PT, José Genoino, concedeu-se ontem uma sobrevida de quatro dias para avaliar sua permanência na função, até a reunião do Diretório Nacional, marcada para sábado e domingo. Até lá vai buscar reunificar o hoje rachado Campo Majoritário, ala moderada que há dez anos controla o partido.
O apoio do ex-ministro José Dirceu, do líder do governo no Senado, Aloizio Mercadante (SP), e da ex-prefeita Marta Suplicy que têm interesses diversos na crise será fundamental.
Ontem, na reunião da Executiva Nacional, Genoino alegou que não renunciaria ao cargo de presidente porque não pode abrir mão do que não é dele. ''Meu mandato é do Diretório Nacional'', disse, argumentando que só o diretório poderá decidir seu futuro. ''Olhando nos olhos de vocês, sintam-se à vontade para pedir minha saída. Meu cargo está à disposição do diretório.'' Até sábado, Genoino poderá decidir se a presidência vale tanto desgaste, incluída a decepção com o Campo Majoritário.
Segundo petistas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva já se manifestou em favor da saída de Genoino. Um de seus desafios é convencer o Planalto de que tem condições de manter o partido politicamente alinhado com o governo, objetivo primordial de Lula hoje.
Sem essa condição, é provável a troca por um nome de confiança de Lula. São citados os ministros Luiz Dulci (Secretaria Geral), Olívio Dutra (Cidades) e Ricardo Berzoini (Trabalho), além do assessor para assuntos externos Marco Aurélio Garcia e, numa hipótese mais remota, o prefeito de Aracaju (SE), Marcelo Déda.

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