Curitiba - O presidente do Instituto Nacional do Seguro Nacional (INSS), Fernando Fontana –indicado pelo PFL do Paraná para o cargo no segundo escalão–, não sabe se deixará ou não a função. O rompimento entre PFL e PSDB fez com que os ministros pefelistas limpassem as gavetas e deixassem os cargos. No segundo escalão, entretanto, a movimentação tem sido mais lenta.
Fontana vai aguardar decisão do presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB). Sua assessoria informou que ele continua exercendo a função normalmente. O presidente do INSS é o único paranaense na equipe de FHC. Fontana, ex-presidente do Banco Regional do Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), comanda o INSS desde março do ano passado.
O Instituto é subordinado ao Ministério da Previdência e Assistência Social. Anteontem, o ministro da Previdência, Roberto Brant, foi um dos três ministros pefelistas a entregar o cargo. O caso de Fontana, no entanto, tem atenuante. Apesar de ser filiado ao PFL, o governador do Estado, Jaime Lerner (PFL), apóia o governo FHC. O presidente prometeu que não vai comandar nenhuma operação ‘‘caça às bruxas’’.
Lerner conversou ontem, por telefone, com o presidente. FHC agradeceu o apoio de Lerner à aliança governista. O presidente avalia que a entrega dos cargos causa um constrangimento desnecessário ao vice-presidente Marco Maciel (PFL).
O Palácio Iguaçu prefere ficar de fora da discussão em torno de Fontana. O governo aponta que a indicação foi do partido, que terá que se encarregar do assunto. Já o vice-presidente do PFL no Paraná, deputado federal Abelardo Lupion, alega que a indicação de Fernando Fontana deve ser atribuída ao governo. ‘‘O diretório do PFL não tem cargo no governo federal’’, declarou Lupion.

mockup