Peritos produziram quase 33 mil laudos este ano
Brasília - Químicos, engenheiros civis, médicos, engenheiros de minas e florestais, geólogos, cientistas, bioquímicos, físicos, economistas, farmacêuticos, biomédicos. Mas todos são peritos criminais da Polícia Federal e quase todos são mestres e doutores.
Integram grupo que trabalha integrado no mesmo endereço, o Instituto Nacional de Criminalística (INC), vinculado à Diretoria Técnico-Científica da PF, pólo reconhecido pelas principais organizações policiais do mundo, reverenciado até pelo FBI.
Profissionais conceituados, eles têm a missão de produzir laudos que apontam materialidade de crimes federais, descobertos a partir das superoperações contra fraudadores do Tesouro. Não podem presumir. ''É a busca da verdade real'', assinala o perito Hélio Buchmuller, da Área de Perícias de Genética Forense.
Laudos são a alma dos processos judiciais, peça fundamental do inquérito policial porque revelam a prova do crime e desvendam embustes da corrupção. É plena a confiança dos procuradores e da Justiça nos peritos. ''Os critérios são objetivos, a perícia é essencialmente técnica'', endossa Octavio Brandão Caldas Neto, presidente da Associação Nacional dos Peritos Criminais Federais.
Em 2008, eles fizeram 32.914 laudos - estatística que inclui as unidades de todo o País. Perícias contábeis e econômicas foram 1.011 e de engenharia 457. A de audiovisual e eletrônicos, que faz a transcrição dos grampos, somou 1.327. Documentoscopia concluiu 7.585 relatórios. Informática, 6.574. Laboratório, 6.456, e balística completou 2.311 laudos.
Eurico Monteiro Montenegro, chefe do Serviço de Perícias Contábeis e Econômicas, considera que o País atravessa etapa crucial no duelo com o crime de colarinho-branco. ''Doleiros e políticos, esse povo aí não ia para a cadeia.'' Montenegro integrou a equipe de peritos do caso Banestado. ''Foram rastreados US$ 110 bilhões.'' (F.M.)





