Um ponto comum entre os processos que levaram à cassação dos ex-prefeitos de Londrina Barbosa Neto e Antonio Belinati foi o período eleitoral. Belinati foi cassado quatro meses antes das eleições municipais de 2000 e Barbosa três meses antes do pleito de outubro. Porém, longe de serem vítimas das perversidades da política, dizem especialistas ouvidos pela FOLHA, ambos seriam atores de longo enredo.

‘‘Se não fosse uma sucessão de escândalos, o mero interesse eleitoral dos vereadores não seria suficiente para a cassação. A sociedade civil e a opinião pública não dariam suporte a isso’’, avalia Elve Cenci, professor do departamento de filosofia da Universidade Estadual de Londrina (UEL).

O que transparece nos dois processos é a atuação tardia da Câmara. Belinati conseguiu manter o chamado ‘‘rolo compressor’’, arquivando investigações mesmo quando o Ministério Público já aponta um esquema milionário de desvios por meio de licitações fraudulentas na então Autarquia de Ambiente (AMA) e na Companhia de Urbanização (Comurb). Barbosa, mesmo sem uma maioria estável, conseguiu arquivar a abertura de duas comissões processantes em 2011.

Leia a reportagem completa de Loriane Comeli, somente para assinantes da Folha.

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