Período de risco passou, anunciam Lula e Palocci
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sexta-feira, 04 de junho de 2004
Agência Estado 
Brasília - O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, dedicaram parte dos discursos, na sétima reunião ministerial, realizada ontem, na Residência Oficial do Torto, a apresentar os resultados otimistas da economia, avisando que o ''período de risco já passou'' e que ''agora é hora de pensar só no crescimento sustentado do País''. Palocci, que fez um balanço otimista da economia, afirmou que o Brasil vive uma situação de ''céu de brigadeiro'', que ''nem a elevação dos juros nos Estados Unidos e nem a alta do petróleo afetarão o crescimento do País'' e que, ''diferentemente do que aconteceu em 2002, quando houve aquela crise, nós estamos de certa forma blindados''. Segundo Palocci, ''o Brasil não está mais vulnerável como estava em 2002'' e que, ''agora é crescimento, é crescimento, crescimento e crescimento''.
''Todos nós saímos de lá com a certeza de que o Brasil entrou na rota do crescimento sustentável, sem nenhum risco de não ter um crescimento de, no mínimo, 4%'', declarou o ministro das Comunicações, Eunício de Oliveira, que fez um relato sobre as previsões de Palocci. Mas o ministro peemedebista ressaltou que o colega da Fazenda não quis citar a estimativa do governo em relação ao índice para o crescimento. As previsões apresentadas pelo governo, até agora, são em torno de 3,5%.
De acordo com Oliveira, o ministro destacou, várias vezes, durante a reunião que ''o PIB (Produto Interno Bruto) do primeiro trimestre anualizado prevê um crescimento de mais de 6% ao ano'', dado que foi ressaltado também pelo ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, esclarecendo que ''não se falou de previsão de índice para o ano''. Mas Oliveira emendou dizendo que Palocci garantiu que, este ano, o governo ''já tem a certeza'' de que o crescimento está consolidado. O chefe da Secretaria de Coordenação Política e Assuntos Institucionais da Presidência da República, Aldo Rebelo, também disse ter saído do encontro convencido de que o crescimento do País será maior do que o estabelecido anteriormente, mas também não citou números.
Lula também falou do otimismo do governo, ao lembrar que ''os sacrifícios foram necessários para que pudéssemos ultrapassar os riscos a que o País foi exposto, tanto no nível das questões financeiras''.
Esse ''período de risco grande que o Brasil viveu'', de acordo com o presidente, conforme o relato de um dos presentes, ''ocorreu por causa do elevado grau de dependência financeira do País, tanto na questão da transações correntes, quanto do nível de déficit da balança comercial''.
O presidente abriu a reunião comemorando ''o ótimo desempenho do País no Plano internacional''. Depois, foi a vez de Palocci fazer a sua explanação, que começou citando a posição do Brasil em relação às exportações e assegurando que ''teremos um crescimento sustentável tranquilo'', conforme disse Oliveira.
Ao assegurar que ''não espera nenhuma turbulência no mercado'', Palocci comentou que o País está ''passando um pouco ao largo dessa crise (mundial)'', reiterando que nem a alta dos juros norte-americanos e nem o aumento do preço do petróleo afetarão o crescimento. O ministro disse ainda que o governo tem certeza que este ano a economia terá um crescimento efetivo e sustentável. ''O crescimento não só começou, mas vem desde o semestre passado'', afirmou Palocci, de acordo com Oliveira, ao assegurar que ''estamos em vôo de cruzeiro''.
Apesar de assegurar que o País não será afetado pelas dificuldades externas, Oliveira acentuou que Palocci advertiu que, ''obviamente'', é preciso ter cuidado em relação à questão da política externa. Mas insistiu que ''o Brasil está tranquilo''.


