A Câmara de Vereadores de Ponta Grossa aprovou ontem o aumento salarial para prefeito, vice-prefeito e secretários. O projeto de lei que trata do assunto havia sido aprovado pela Legislativo no ano passado, mas o ex-prefeito Jocelito Canto (PSDB) vetou a proposta. Ontem, os vereadores derrubaram o veto. Com isso, o salário do prefeito passa de R$ 6 mil para R$ 9,5 mil – aumento de mais de 50%. Já o vencimento dos secretários teve um aumento de 29%. Passou de R$ 3,5 mil para R$ 4,5 mil.
Com os novos valores, a prefeitura terá um aumento na sua despesa com pessoal de R$ 657.969,00 por ano, chegando a R$ 2,6 milhões ao final da gestão. Com os novos valores, a prefeitura terá um aumento na sua despesa com pessoal de R$ 1 milhão ao final da gestão.
O veto ao projeto foi anunciado no final do ano passado em entrevista coletiva pelo ex-prefeito Jocelito. Um dos argumentos usados por ele foi que, pelo artigo 21 da nova Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), o Executivo não pode rever salários nos últimos 180 dias de governo. ‘‘(Também) não seria justo aumentar o ganho dos políticos se estamos tendo dificuldades até para pagar o salário dos servidores’’, alegou na época.
Ontem, ao tomar conhecimento da derrubada do veto, o prefeito Péricles de Holleben Mello (PT) reforçou a postura que tinha anunciado antes de assumir o cargo, quando o projeto foi apresentado na Câmara. Ele considera o aumento justo, já que os salários em Ponta Grossa estão defasados em comparação com o praticado em cidades do mesmo porte.
No entanto, Péricles disse entender que o atual momento não é favorável a esse tipo de atitude, já que a prefeitura passa ‘‘por uma profunda crise financeira’’. Por isso, anunciou que todos os beneficiados com o aumento, inclusive ele mesmo, vão devolver aos cofres públicos a diferença aprovada ontem pela Câmara. Essa decisão deve valer por no mínimo três meses, até que as finanças do município encontrem equilíbrio.

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