Péricles usa tempo para ''medidas estratégicas''
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sábado, 14 de abril de 2001
Denise Angelo De Ponta Grossa 
Os primeiros cem dias do prefeito Péricles de Holleben Mello (PT), de Ponta Grossa, foram de preparativos para a primeira administração petista do município. Tomamos as medidas estratégicas que darão sustentabilidade ao nosso plano de governo, define o prefeito. Entre essas medidas, ele cita a reforma administrativa, fortemente criticada pelo sindicato dos servidores, porque criou mais de 200 novos cargos. No mês de maio essa reforma vai começar a mostrar para que serve. Vamos contratar as primeiras equipes do programa Saúde da Família, informa. Ele também se orgulha de ter conseguido colocar em dia o salário do funcionalismo no segundo mês da administração. Porém, admite que isso não é suficiente.
A partir de maio, a população vai começar a ver mais movimento da prefeitura, diz o prefeito, que admite que até agora o governo foi lento por causa da situação caótica em que a prefeitura se encontrava. Mas as conquistas, ainda assim, foram significativas, segundo Péricles. Conseguimos normalizar o fornecimento de vales-transporte aos servidores, pagamos o nosso fornecedor de combustível, recuperamos as ambulâncias, implantamos o Ciclo Básico na educação e iniciamos o programa de alfabetização de adultos.
O valor real da dívida da prefeitura ainda não é conhecido. A Fundação Getúlio Vargas está fazendo uma auditoria para levantar os números exatos. Por enquanto, a dívida fundada está em R$ 53 milhões enquanto a flutuante está na casa dos R$ 23 milhões.
Com as revelações que devem ser trazidas pelas auditorias contratadas (lixo, iluminação pública e transporte), Péricles acredita que vai conseguir diminuir o custeio da máquina. Na iluminação, por exemplo, única auditoria já concluída, o gasto mensal cairá de R$ 90 mil para R$ 40 mil. No transporte escolar a redução de custos foi de R$ 11 mil por mês porque, com o ciclo básico, houve uma otimização das linhas. No parque de máquinas, a manutenção caiu de R$ 180 para R$ 90 mil. Péricles acredita que depois de resolvidos os problemas emergenciais, será possível reduzir o custo da máquina administrativa em pelo menos 10%.


