O prefeito de Ponta Grossa, Péricles de Holleben Mello (PT), diz que a discussão sobre nepotismo é um assunto que ele enfrenta com a maior tranquilidade. Segundo ele, somente duas pessoas da sua família estão empregadas no governo, embora outros tenham competência e vontade de colaborar.
Péricles nomeou sua prima, Ana Maria Branco de Holleben, para o cargo de secretária de Cultura. E na Companhia de Habitação de Ponta Grossa (Prolar), como diretor financeiro, está um cunhado seu, Paulo Heitor.
Mas Péricles diz que não se considera nepotista. ‘‘Num universo de mais de 200 cargos de confiança, eu tenho dois parentes empregados. E são pessoas que estão nesses lugares porque têm competência técnica para as funções que exercem’’, argumenta.
Além disso, Péricles afirma que vai enviar uma carta para os diretórios estadual e nacional do PT esclarecendo informações sobre as contratações no seu governo. Nesse documento, ‘‘desaconselha-se’’ a contratação de parentes consanguíneos de até terceiro grau. Mas pelo Código Civil, primos são considerados parentes colaterais de 4º grau e, por isso, o prefeito não estaria infringindo a regra do partido. Nesse sentido, para o PT, primo não é parente.
Em Londrina, não há indícios de que haja parentes na lista de contratados pelo prefeito Nedson Micheleti (PT). O próprio Sindicato dos Servidores – que apóia o enxugamento de Frente de Trabalho – não tem informações sobre nepotismo na administração do PT.

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