O novo secretário municipal de Saúde de Ponta Grossa, Ricardo Mussi, decidiu anteontem desativar temporariamente a maternidade municipal inaugurada no sábado pelo ex-prefeito Jocelito Canto (PSDB). Ele alegou que a maternidade encontra-se totalmente desestruturada para o atendimento materno-infantil. Faltam equipamentos específicos para atendimento a recém-nascidos, pessoal treinado e até estrutura de comunicação dentro da maternidade.
‘‘Um parto domiciliar é mais seguro do que o feito aqui’’, disse ontem o diretor clínico da casa hospitalar, Norton Arruda Hilgemberg. Ele contou que o berçário sequer tem água encanada. ‘‘Para dar banho nos bebês a água está sendo levada em baldes’’, revelou.
As duas incubadoras são emprestadas e não podem ser utilizadas porque funcionam em voltagem diferente da maternidade. Não existe tubulação para gases medicinais (oxigênio, aspirador e respirador) e no estoque de medicamentos foram encontrados apenas dois frascos de soro para adulto. A pia para lavar os bebês é de inox, quando o correto seria de fórmica para manter a temperatura.
Os quesitos higiene e esterilização também são totalmente inadequados. Não existe sabonete líquido ou toalhas descartáveis, sendo que o estoque de material de limpeza resume-se a alguns vidros de detergente, desinfetante ou álcool. Na sala de pré-parto não há oxigênio, aspirador ou campainha. A porta está fora dos padrões, porque sua largura dificulta a passagem da maca.
O secretário não sabe precisar quando ela voltará a funcionar. Apenas diz que ‘‘será o mais rápido possível’’, A maternidade é fruto de um investimento de aproximadamente R$ 400 mil, sendo a maior parte oriunda do Ministério da Saúde. Jocelito salientou no discurso de transmissão de cargo que esta foi a principal obra de seu governo. Ficou inacabada.

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