Cascavel - O Instituto de Criminalística do Paraná concluiu ontem o laudo pericial sobre o assassinato do deputado estadual Tiago de Amorim Novaes (PTB), no dia 18 de dezembro, em Cascavel. O perito-chefe do instituto, Celestino Bôguer, não revelou detalhes sobre a conclusão da análise técnica, mas adiantou que Amorim tentou uma reação, provavelmente quando percebeu que seria atacado.
A pistola Glock calibre 380, de fabricação austríaca, que estava dentro do Vectra do deputado, tinha 16 projéteis no carregador e um no cano pronto para ser deflagrado. ‘‘Para o tiro ser deflagrado era só puxar o gatilho e isto foi feito, mas o projétil não saiu’’, explica o perito.
Bôguer completa que existe a marca da agulha na espoleta, porém estranhamente o tiro não foi deflagrado. O perito não quis confirmar que Amorim puxou o gatilho, pois a cena do crime não estava intacta quando ele chegou.
De acordo com o perito essa descoberta pode mudar alguns detalhes da investigação. ‘‘Se o deputado tentou uma reação, foi no momento em que o motoqueiro parou ao lado do carro, então é bem provável que ele conhecia quem o matou’’, acredita.
O delegado Alexandre Macorin acredita que isso não deverá modificar os rumos das investigações.

mockup