Perícia particular analisará radares da Urbs
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 17 de junho de 2009
Rosiane Correia de Freitas<br>Equipe da Folha 
Curitiba - Um perito contratado pela família de Gilmar Rafael Yared, morto em acidente que envolveu o ex-deputado estadual Fernando Ribas Carli Filho, em Curitiba, deve analisar as informações e imagens captadas pelos radares de fiscalização eletrônica de velocidade da região do acidente. A informação é do advogado da família Yared, Elias Mattar Assad. ''Vamos ter uma reunião nesta quinta para definir isso'', adiantou.
Assad esteve ontem na Urbanização de Curitiba, empresa que administra o sistema de radares da capital, em reunião com o presidente da instituição, Marcos Isfer. ''Tudo que nos foi solicitado já foi entregue ao delegado e está à disposição'', disse Isfer, que afirmou que a visita do advogado foi uma cortesia.
Na última sexta-feira Assad divulgou uma perícia independente das imagens das câmeras de segurança de um posto de gasolina que registraram o acidente. O advogado alega que houve adulteração nas imagens de uma das câmeras. Três quadros do vídeo teriam sido substituídos.
Segundo o delegado de Delitos de Trânsito de Curitiba, Armando Braga, os vídeos recolhidos das câmeras do posto de gasolina já estão sendo submetidos a perícia no Instituto de Criminalística. ''Somos bastante cuidadosos com esse tipo de evidência e se houver adulteração a perícia vai apontar'', declarou.
Para Assad, a perícia dos radares pode ajudar a explicar porque o sistema não registrou a passagem do carro de Carli Filho em nenhum equipamento no período das 14 horas do dia 6 de maio até o momento do acidente, na madrugada do dia 7. Em Curitiba, os radares de fiscalização eletrônica de velocidade registram a imagem dos veículos que transitam acima do limite permitido na via e a placa dos carros que passam pela rua em qualquer velocidade.
''A polícia trabalha com a hipótese dele (Carli Filho) ter feito um trajeto que não passou pelas vias expressas onde estão os radares'', diz o advogado. A outra hipótese, diz Assad, é que os equipamentos da Urbs não tenham registrado o Volkswagen Passat do ex-parlamentar por conta da alta velocidade em que ele supostamente estava.
Para Isfer, essa possibilidade não existe. ''A empresa responsável pelos equipamentos nos garante que não há chance dessa hipótese ser possível'', informa.
Em entrevista publicada na FOLHA no último dia 20 de maio um profissional de uma empresa fabricante de radares, que não quis se identificar informou que a velocidade limite do radar depende da tecnologia utilizada. ''Os nossos radares deixam de fazer o registro quando o veículo está acima de 180 km/h, mas há equipamento que já acima de 150 km/h não conseguem capturar a imagem'', contou.


