Curitiba - O vídeo do acidente que envolveu o ex-deputado Fernando Ribas Carli Filho no último dia 7 de maio contém quadros repetidos. A conclusão é da perícia realizada pelo Instituto de Criminalística (IC) nos vídeos registrados pelo circuito de segurança de um posto de combustível na esquina do local da colisão. Segundo o delegado Armando Braga, titular da Delegacia de Delitos de Trânsito (Dedetran), os peritos detectaram a repetição de imagens dentro da sequência de quadros que compõe o vídeo de uma das câmeras.
''Vamos apurar se essa repetição foi intencional, foi um defeito do equipamento ou um problema na gravação das imagens'', declarou o delegado. Braga afirmou que irá abrir um novo inquérito para investigar as supostas irregularidades no vídeo.
''A conclusão a que chegamos é que a repetição, seja intencional ou não, não prejudicou o trabalho dos peritos, nem beneficiou ninguém'', defendeu. ''Vamos abrir um novo inquérito para que isso não atrase a conclusão da investigação do acidente'', completou.
Duas câmeras de segurança do posto de combustível registraram imagens dos carros e do acidente no dia 7 de maio. A primeira registrou o Honda Fit dirigido por Gilmar Rafael Yared seguindo pela rua Paulo Gorski e virando à esquerda na rua Ivo Zanlorenzi. A segunda câmera registrou a rua Ivo Zanlorenzi, via na qual o Volkswagen Passat de Carli Filho transitava, até a esquina com a Paulo Gorski. O vídeo dessa câmera, no entanto, não contém a passagem do Passat momentos antes do acidente. Uma perícia realizada por profissionais contratados pela família Yared apontou que no lugar do que seria a imagem do carro do ex-deputado, uma única imagem se repete quatro vezes.
Os peritos do IC chegaram à mesma conclusão, mas não apontaram fraude no vídeo. ''A repetição de quadros acontece em outros momentos do vídeo'', esclarece Braga.
Para o advogado da família Yared, Elias Mattar Assad, o vídeo ''não atrapalhou o esclarecimento da verdade''. ''Nesse momento é uma questão menor dentro do caso'', completou.
Radares
Apesar da abertura do novo inquérito, Armando Braga afirmou que não irá investigar supostos problemas nos radares de fiscalização eletrônica de velocidade. ''Se houve falha, foi de sistema. Nós aqui temos que nos ater aos fatos relativos ao momento do acidente'', disse.
A via na qual Carli Filho estava transitando antes do acidente tem um radar a 600 metros do local da colisão. O equipamento, no entanto, não registrou a passagem do veículo.

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