Péres afirma que Senado não pode ser tolerante
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de abril de 2001
Agência Estado De Brasília 
Franzino e reservado, o senador Jefferson Péres (PDT-AM) chama atenção pela força e seriedade que defende seus pontos de vista acrescidos de crítica e humor. Titular do Conselho de Ética, ele é implacável ao avaliar o caso que envolve seus colegas Antonio Carlos Magalhães e José Roberto Arruda: Eles quebraram o decoro e merecem punição. Para ele, o Senado não pode ser tolerante pois se isso ocorrer, haverá a desmoralização da Casa. Na sua opinião, se ACM e Arruda forem cassados, será inevitável instaurar um processo de investigação para apurar as denúncias que cercam o presidente do Senado, Jader Barbalho.
Mantendo o estilo irônico que o caracteriza, Péres não resistiu, depois de ouvir as explicações de ACM e Arruda, e comentou: Isso parece um samba do crioulo doido, acho que o único vilão dessa história deve ser a ex-diretora do Prodasen Regina Borges que poderia ser enviada para uma penitenciária ou uma clínica psiquiátrica, disse ele, referindo-se às revelações que levantaram as suspeitas de que a violação do painel foi feita a mando dos dois senadores.
Questionado sobre as queixas de ACM e de Arruda que o conselho está fazendo pré-julgamentos, o senador respondeu: Eles estão condenados pela opinião pública que tem a clara certeza de que são culpados. O conselho deverá julgar se quebraram ou não o decoro, o que para mim ocorreu, merecendo a devida punição. Ainda de acordo com Péres, os dois senadores insistem em atribuir a responsabilidade à doutora Regina, demonstrando o quanto subestimam a inteligência de todos, talvez confundindo esperteza com safadeza.


