''A única coisa que eu lamento é que está se confundindo que a minha saída está condicionada a esta auditoria do Tribunal de Contas e não é. O Tribunal de Contas não condenou ninguém, não deu uma sentença final, simplesmente relatou. Quando você faz um relato, tem que ouvir o outro lado e se não ouve fica apenas com a opinião de quem fez o relato'', se defendeu ontem o presidente exonerado da Sercomtel, Francisco Roberto Pereira.
Pereira negou qualquer irregularidade nos contratos apontados pelo relatório do Tribunal de Contas do Paraná (TC). ''Em Maringá, como eram pequenas coisas, campanhas de R$ 1 mi, R$ 2 mil, vinham sendo feitas sem licitação pelo pessoal de Maringá. Sobre as faturas, o parecer jurídico entende que esse é um instrumento de mídia a conta telefônica e não meramente uma fatura telefônica. Entendendo que é um instrumento de mídia, é possível usar a agência de publicidade para este tipo de serviço. Em momento algum o TC disse que houve irregularidade, que lesamos o patrimônio público. Isso que o tribunal de contas leva em consideração'', afirmou. Conforme a assessoria de imprensa do TC, o relatório ainda não foi votado pelo plenário.
Apesar de dizer não querer ''polemizar'' a decisão do prefeito Nedson Micheleti (PT), Pereira criticou a exoneração da equipe antes de apresentarem a defesa na auditoria feita pela prefeitura que confirmou o levantamento do tribunal. ''Estamos sendo penalizados, condenados, sem direito a resposta. Ou seja, você é exonerado do cargo e depois tem dez dias para se defender, não existe isso'', contestou. ''Na política quem costuma prejudicar as pessoas são os amigos e não sempre os inimigos. Os inimigos você já conhece, sabe como você tem que trabalhar e toma todo cuidado e os amigos às vezes se descuida e eles acabam criando problema para você'', complementou.
Para Pereira, a vacância na direção da Sercomtel poderá servir para uma ''composição'' com vistas às eleições de 2004. ''O cargo é político. É o cargo mais desejado da cidade de Londrina, depois do prefeito, só que este não passa por eleição, passa por indicação. É um cargo extremamente desejado, e com certeza absoluta é um instrumento importante para uma composição futura'', analisou.
Pereira e os demais diretores devem efetivamente deixar os cargos na próxima reunião do Conselho Adminsitrativo na Copel, no dia 30. Para ele, a principal preocupação, é o prosseguimento de projetos da empresa com a saída da maioria dos diretores. ''Somos em oito diretores. Você tira cinco diretores, como é que você vai colocar cinco pessoas chegando para aprender?'', questionou. (C.O.)

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