Pereira comemora resultado contra FHC
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terça-feira, 14 de janeiro de 1997
Mari Tortato Sucursal de Curitiba 
Arquivo FolhaIronia Pereira: Só faltava dizer que o Requião votou contra por minha causa
O presidente regional do PMDB, Mário Pereira, comemora a decisão da convenção nacional do partido, que votou contra a reeleição, como a derrota da lei de Gerson, mas nega que a posição dos convencionais do Paraná tenha alguma relação com o fato de ele (Pereira) não ter sido indicado para a direção-geral da Itaipu pelo presidente Fernando Henrique Cardoso. Só faltava dizer que o Requião (senador Roberto Requião) puxou a moção contra a reeleição por minha causa, brincou.
Mário Pereira atribuiu a matéria da Agência Folha - dando conta de um troco da bancada do Paraná ao fato de FHC ter optado pela indicação de seu amigo Euclides Scalco para a Itaipu - ao desconhecimento do repórter de Brasília sobre o PMDB do Paraná, que, desavisado, comprou a história de algum deputado.
O PMDB é rachado no Estado. Uma ala é liderada por Mário Pereira, outra pelo senador Roberto Requião e ambos estão rompidos. Requião e seus liderados também votaram contra a reeleição-já para o presidente da República. Dos 31 convencionais que o Paraná enviou a Brasília no domingo, 30 rejeitaram a reeleição-já. O único voto a favor é atribuído ao deputado Djalma de Almeida César, que defende a reeleição.
O presidente do PMDB regional também põe em dúvida as notícias dando conta que a aprovação de uma moção adiando a discussão da reeleição para o período ordinário do Congresso foi decorrência de uma manobra para garantir a eleição de Michel Temmer (SP) à presidência da Câmara dos Deputados, e de Íris Rezende (GO) à presidência do Senado. Se isso fosse verdade o Temmer não teria saído da convenção tão chateado e frustrado como saiu.
Para o ex-governador, o que a convenção registrou é que a maioria dos convencionais do partido repudia a regrinha brasileira de furar a fila para sair beneficiado. Não podemos mudar a Constituição só para abrigar interesses de quem está no poder, disse, afirmando que reconhece no presidente FHC um homem talentoso e competente, mas que parou o País para tentar mudar a regra do jogo, num flagrante mau exemplo à sociedade.


