O primeiro-suplente do senador Roberto Requião, ex-deputado Nivaldo Kriger, acusou ontem o presidente do diretório municipal do PMDB em Inácio Martins (região Centro-sul), Antonio Losso Filho, de fraudar o encontro extraordinário do partido, no último domingo. Kriger diz ter visto Losso Filho votando durante a convenção com credencial alheia. O nome do peemedebista não consta da lista dos delegados do PMDB. Eugênio Mazepa foi o único representante da região com direito a voto.
A acusação de Kriger foi levada ao conhecimento do presidente nacional do PMDB, deputado Paes de Andrade, num almoço em Brasília. Irritado com o resultado, o senador Requião pediu a apuração da denúncia. ‘‘Não esperávamos um placar como este. Se teve o caso desse Losso Filho pode ter havido outros’’, assinalou. Para o senador, o resultado da convenção de domingo revela que ‘‘o PMDB foi vendido no mercado de futuro’’. ‘‘Agora é ver se recebem o dinheiro da traição’’, ironizou.
Antonio Losso Filho disse estar surpreso com as acusações de Kriger. ‘‘Eu circulei no plenário, sim, mas era para atropelar a cachorrada e os sem-vergonha como ele (Nivaldo Kriger)’’, afirmou. Secretário executivo da Câmara Municipal de Inácio Martins, Losso Filho ameaça desembarcar em Brasília nos próximos dias para esclarecer os fatos. Ele admite ter uma rixa antiga com o ex-presidente do PMDB e que os inconformados com a derrota estão querendo transformá-lo num ‘‘bode expiatório’’. O peemedebista diz que foi à conveção por conta própria e que não utilizou nenhuma credencial, como alega o suplente de Requião. (L.D)

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