Curitiba - O pagamento das perdas salariais referentes a não correção da URV aos servidores e comissionados da Assembleia Legislativa do Paraná (AL) será feito através da aprovação de um projeto de lei pelos deputados estaduais. A comissão que analisa a reivindicação dos funcionários da Casa - formada por integrantes do Sindicato dos Servidores do Poder Legislativo (Sindilegis), membros da procuradoria e da diretoria da AL - fizeram a primeira reunião, ontem, para definir a forma que será efetuado o pagamento, já assegurado pelo presidente da Casa, deputado Nelson Justus (DEM).
Segundo o advogado do Sindilegis, Henoch Gregório Buscariol, a primeira etapa é fazer um levantamento caso a caso de quem tem direito a receber o dinheiro e qual o valor devido. A intenção é identificar, ainda, a existência de ''fantasmas''.
''O levantamento deve levar cerca de 15 dias. Estamos estudando o pagamento por faixas, fazendo uma escala de quem vai receber primeiro para depois analisar a disponibilidade orçamentária.'' Os valores variam de R$ 760 a cerca de R$ 200 mil - no caso de um procurador da Casa. Conforme Justus, o total estaria estimado em cerca de R$ 30 milhões, mas há recursos suficientes mesmo que isso seja pago ao longo de vários anos.
A comissão, agora permanente, continuará se reunindo para definir os termos legais do pagamento, preocupação compartilhada tanto pelo sindicato quanto pelo presidente da AL. ''Não faremos nada se não tiver total respaldo legal. Mas acredito que vamos solucionar essa questão sem dificuldades'', afirmou Justus. Ele acredita que o projeto de lei deve ser aprovado até o final do ano.
De acordo com Buscariol, as demais reivindicações do Sindilegis - que organizou uma paralisação dos trabalhos da AL anteontem - como retorno das licenças prêmios e concessão de gratificações serão analisadas em um segundo momento. ''A prioridade agora é a questão da URV porque já temos até causa ganha na Justiça''. A diretoria do atual sindicato é, na verdade, uma junta interventora aprovada em assembleia dos servidores depois dos escândalos que envolveram os gestores anteriores.
Apenas a AL e o Executivo ainda não pagaram as perdas dos servidores na conversão da URV em real, em 1994.

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