Curitiba - O deputado estadual Felipe Lucas (PPS) decidiu não concorrer mais à reeleição. Ele chegou a se registrar na disputa, mas deve informar sua desistência à Justiça Eleitoral nos próximos dias. Empossado em abril deste ano, após um imbróglio jurídico envolvendo o ex-deputado estadual Alceu Maron Filho (PSDB), acusado de infidelidade partidária, o parlamentar disse que sua atuação na Assembleia Legislativa (AL) acabou prejudicada.
"A demora de um ano e meio no julgamento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) me deixou muito chateado. Ganhei por 7 a 0, o que mostra que tinha razão. Mas fiquei travado em termos de Assembleia. Quando entrei, já estávamos em um período pré-eleitoral", afirmou, em entrevista à FOLHA.
Ao fim do mandato, em dezembro, ele pretende retomar a carreira de médico em Irati (centro-sul). Enquanto isso, deve se envolver também nas campanhas da mulher, Marisa Massa Lucas (PSC), candidata a uma vaga na AL, e do filho, Rafael Felipe Lucas (PSB), que disputa uma cadeira na Câmara dos Deputados. Lucas disse que não participou da decisão dos familiares e que ambos já têm história na política. "Ela foi vice-prefeita por dois mandatos, quando eu não era deputado nem nada", contou. "E o Rafael tem um perfil legislativo. É advogado, vereador no segundo mandato. Tem uma vida independente", completou.
No pleito de 2010, Felipe Lucas obteve 31.080 votos, ficando na terceira suplência de seu partido. Com a saída de Marcelo Rangel (PPS), que assumiu a Prefeitura de Ponta Grossa após o pleito de 2012, Maron acabou ficando com a vaga. Na época, porém, o tucano havia trocado de legenda para concorrer à Prefeitura de Paranaguá (litoral), o que levou o PPS a entrar com a ação contestando a desfiliação.

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