Faltando pouco mais de um mês para as eleições, a população de Assaí (36 km a leste de Londrina) ainda não sabe quem são os candidatos a prefeito. Por enquanto, só Mário Sato (PSDB) permanece na disputa. Há cerca de 20 dias, o prefeito José Carlos da Cruz (PPB), que está sendo investigado pelo Ministério Público, renunciou à candidatura. Em seu lugar, entrou como candidato da situação o atual vice-prefeito Takao Aoki (PPB). Para complicar o quadro, Aoki teve sua candidatura impugnada na sexta-feira.
A juíza eleitoral de Assaí, Joseane Ferreira Machado Lima, acatou pedido de impugnação impetrado pela coligação ‘‘Unidos por Assa풒, liderada pelo candidato tucano. O principal argumento é de que, de acordo com o artigo 14 da Constituição, para concorrer ao cargo, Aoki deveria ter renunciado seis meses antes da eleição.
A coligação alega também que Aoki, como consultor, vinha prestando serviços para a prefeitura de Assaí.
Aoki, que deverá apresentar sua defesa até sexta-feira, esteve ontem em Londrina para discutir o assunto com o presidente estadual de seu partido, o deputado federal José Janene (PPB). Os pepebistas debateram formas de viabilizar a candidatura em meio ao clima de reviravolta na sucessão de Assaí. Eles se reuniram com o advogado Antônio Carlos Vianna para definir a estratégia da defesa.
‘‘Não temos dúvidas de que a Justiça irá acatar a nossa linha de argumentação, pois não há nada irregular em nossa candidatura’’, justificou o candidato impugnado.
Vereador por quatro legislaturas e professor aposentado da Universidade Estadual de Londrina, Aoki manteve um discurso moderado durante o lançamento de sua candidatura, mas depois da impugnação mudou sua estratégia. ‘‘O Sato quer ser prefeito sem ter nenhuma candidato concorrendo contra ele. Sua coligação tem usado todos os artifícios da lei para impedir que tenha um outro adversário’’, criticou.
Aoki e seu vice, o delegado licenciado Maurílio Antônio Avelar (PPB), reclamaram ontem que estão sendo impedidos de fazer campanha enquanto a situação não se define. ‘‘Mas o tiro saiu pela culatra, pois a população está revoltada com tantas tentativas de impugnação de candidaturas’’, disse Aoki.
‘‘Estamos seguindo a orientação do prefeito José Carlos e do Janene. Vamos sair como como vítimas desse processo e eles disseram que no palanque vão contar a população toda essa sujeira contra nossa candidatura’’, desabafou Maurílio Avelar.
O candidato Mário Sato não foi encontrado ontem para comentar a impugnação de Aoki e nem as críticas de que estaria fazendo ‘‘de tudo’’ para ser o candidato único em Assaí.

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