Curitiba - Termina no próximo dia 5 o período para que todos os candidatos que pretendem concorrer nas eleições do ano que vem estejam com a filiação partidária registrada na Justiça Eleitoral. A proximidade do fim do prazo faz com que os partidos promovam uma verdadeira corrida atrás de lideranças que vêem como potenciais ''puxadores'' de votos. Em alguns casos, comitês especiais foram formados apenas para atrair novos filiados.
A movimentação dos principais partidos políticos em busca de potenciais candidatos para o ano que vem não se restringe a Curitiba e muito menos está restrita ao cargo de vereador. De olho na disputa pelas administrações dos 399 municípios paranaenses, as legendas com mais representatividade no Estado realizam campanhas também para atrair candidatos a prefeito.
''Temos como prioridade lançar candidaturas próprias em todos os municípios'', afirma o deputado estadual Valdir Rossoni, presidente do PSDB no Paraná. Para isso, os tucanos têm feito convites a diversas lideranças locais. ''Não temos tido dificuldade em trazer lideranças para o PSDB. No Brasil se faz um partido com expectativa de futuro e de acesso ao poder'', declara.
Mas as novas filiações trazem também alguns problemas. ''Precisamos gerenciar diferenças que aparecem nos diretórios municipais. Essas desavenças locais são normais em um partido em crescimento. A chegada de novas lideranças às vezes causa atritos'', justifica Rossoni. Segundo ele, até o fim do mês o partido deve anunciar novas filiações, incluindo em três cidades classificadas pelo deputado como ''importantes''.
Quem também pauta suas ações de acordo com o prazo final para filiações é o PMDB do governador Roberto Requião. ''O fim deste mês é decisivo para definir o quadro para a eleição do ano que vem'', afirma o secretário-geral da legenda no Estado, João Arruda. Ele diz que o partido tenta criar novas composições nos municípios sem causar atritos internos. ''Muitos prefeitos de outros partidos, mas que apóiam o Requião, querem vir para o PMDB e encontram resistência dentro dos diretórios'', explica.
Já a direção estadual do PT segue a linha de que o partido não faz campanhas para atrair pré-candidatos. ''Atendemos as pessoas que nos procuram, mas não fazemos campanhas de filiação em massa'', diz o deputado federal André Vargas, presidente do diretório estadual petista. ''O prazo para filiações é um prazo importante para nós, mas não corremos atrás de candidatos'', acrescenta. Mesmo assim, nas últimas semanas o PT filiou dois prefeitos que devem concorrer à reeleição, ambos saídos do PPS: Luiz Renato Ribeiro de Azevedo, de Umuarama, e Clodoaldo Alves de Oliveira, de Santa Inês. (R.L.)

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