Brasília - Para tentar evitar uma nova rodada de pressões políticas em meio a uma crise que atinge o ministro Antonio Palocci (Fazenda), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem dito a auxiliares que prefere soluções naturais para ocupar os ministérios cujos titulares sairão até o final do mês para disputar as eleições, como exige a lei. O presidente prefere que o substituto seja o secretário-executivo, o número 2 de cada pasta.
Pelo menos seis ministros deverão deixar os postos. Dois decidiram permanecer a pedido do presidente. E mais quatro ainda avaliam qual destino tomar. A lei exige que políticos que ocupem cargo executivo deixem o posto até o dia 1º de abril. Os seis ministros que sairão são: José Alencar (Defesa), Alfredo Nascimento (Transportes), Saraiva Felipe (Saúde), Ciro Gomes (Integração Nacional), Miguel Rossetto (Desenvolvimento Agrário) e José Fritsch (Pesca).
Alencar (PRB) quer ficar livre para a eventualidade de repetir a dobradinha com Lula nas eleições presidenciais. Ciro, também cotado para vice de Lula, deve, no mínimo, ser candidato a deputado federal no Ceará para vitaminar a candidatura do irmão Cid Gomes (PSB) a governador.
Nascimento pretende concorrer a senador pelo Amazonas e deve assumir a presidência do PL. Saraiva é bombardeado pela ala governista do PMDB porque, apesar de ter sido indicado por ela, tem ajudado o setor oposicionista. Saraiva quer ser vice do governador tucano Aécio Neves (MG). Os petistas Rossetto e Fritsch devem ser candidatos a senador no Rio Grande do Sul e em Santa Catarina, respectivamente.

mockup