Curitiba - O prefeito de Itaperuçu (Região Metropolitana de Curitiba), José de Castro França (PMDB), admitiu ontem que pelo menos dois funcionários da Prefeitura estariam envolvidos no esquema fraudulento de empréstimos, que jamais seriam pagos a instituição financeira Paraná Banco. O prejuízo causado pelo golpe teria sido de R$ 1 milhão. Em entrevista coletiva, França contou que, ao ser informado do caso pelo chefe do recursos humanos (RH) da prefeitura, determinou o afastamento dos funcionários que receberiam dinheiro para falsificar contracheques e angariar pessoas para emprestar dinheiro.
Na quinta-feira, a polícia havia informado que seriam cinco funcionários do município acusados de receber propina da empresa Century Investimentos Ltda para fazer o trabalho de falsificação e liberar autorizações para os empréstimos.
França relatou que, quando retornou à Prefeitura, após afastamento de cinco meses - tempo em que esteve preso por uma investigação sobre desvio de recursos públicos - substituiu a chefia do setor de RH e que a funcionária que ocupava o cargo anteriormente é quem poderia estar envolvida.
''Quando descobri, afastei essas pessoas (funcionários) que estavam fazendo isso'', explicou França, que ainda contou ter determinado a criação de uma comissão dentro da Prefeitura para investigar administrativamente o que estaria ocorrendo no RH.
Além de afirmar ser um dos denunciantes, o prefeito alega que o próprio novo chefe do RH foi o autor da denúncia que iniciou a investigação da polícia.
Sobre a suposta participação de seu filho no esquema, França disse que sua família não tem envolvimento com o caso. O filho do prefeito já foi liberado pela polícia.
Na terça-feira, o Núcleo de Repressão a Crimes Econômicos (Nurce) deflagrou uma ação que cumpriu 86 mandados de prisão temporária até ontem. Faltavam o cumprimento de ainda dois. Entretanto, a polícia interrogou quase todos os detidos e apenas quatro pessoas continuam presas.

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