Pelo fim da tarifa mínima de água

Quatro vereadores da Câmara Municipal de Londrina participaram na manhã dessa quarta-feira (27) de audiência pública realizada na Assembleia Legislativa do Paraná para discutir a tarifa mínima de água cobrada pela Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Ao lado de representantes de dezenas de casas legislativas do Estado, Roberto Fú (PDT), Tio Douglas (PTB), João Martins (PSL) e Vilson Bittencourt (PSB) questionaram a empresa sobre sua função social e pediram explicações sobre a última mudança na estrutura da tarifa mínima, em 2017, quando houve redução do volume coberto pela taxa (de dez para cinco metros cúbicos de água) sem que ocorresse a proporcional diminuição do valor cobrado.

Sanepar defende cobrança

Presentes no evento, diretores da Sanepar defenderam a manutenção da tarifa. O diretor financeiro e de Relações com Investidores da empresa, Abel Demétrio, disse que a tarifa mínima é necessária, pois a companhia precisa fazer altos investimentos para avançar em direção à universalização do esgotamento sanitário no Paraná. Ainda segundo o diretor, atualmente a Sanepar atende praticamente 100% das áreas urbanas dos municípios paranaenses com água tratada e 72,5% com coleta e tratamento de esgoto. Para 2019 a projeção é de R$ 1,212 bilhão em investimentos. Ele lembrou também que a empresa atendeu 184 mil famílias paranaenses com a tarifa social no ano passado. O gerente jurídico geral da Sanepar, Marcus Cavassin, disse que a tarifa mínima existe há mais de 40 anos e tem amparo legal, pois a cobrança está prevista nas diretrizes federais de saneamento e nos contratos firmados com os municípios.

Defesa parlamentar

O deputado federal Emerson Petriv, o Boca Aberta (PROS), informou que o procurador parlamentar da Câmara dos Deputados, o deputado Hildo Rocha (MDB), designou advogados da Procuradoria Parlamentar para “atuar em defesa da honra e da imagem” de Petriv em relação à briga que ele teve com o vereador Amauri Cardoso (PSDB) em Londrina. O deputado e ex-vereador londrinense se recupera de uma agressão que resultou em múltiplas fraturas no rosto após uma discussão com Cardoso durante a 14ª Conferência Municipal de Saúde no último final de semana.

Reforma administrativa no Estado

O deputado estadual Tadeu Veneri (PT), líder da oposição, afirmou que o substitutivo geral ao projeto de lei da reforma administrativa encaminhado na última semana à Assembleia Legislativa não garante a redução do número de secretarias no Paraná, medida que havia sido anunciada anteriormente pelo governador Ratinho Junior (PSD). Veneri explicou que a redução anunciada de 28 para 15 secretarias é controversa, uma vez que o governo incluiu na contagem das secretarias existentes atualmente as 8 secretarias especiais e não considerou a criação de 12 superintendências gerais, que terão atuação similar às secretarias especiais. “Inclusive os superintendentes terão remuneração semelhante à dos secretários especiais”, explicou Veneri. O petista questionou ainda a forma com que o Poder Executivo pretende instituir a organização e o funcionamento das secretarias.

Bueno cobra ministro em audiência

O deputado federal Rubens Bueno (Cidadania-PR) cobrou nessa quarta-feira (27) do ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, durante audiência pública na Câmara, uma posição da diplomacia brasileira sobre recentes declarações do presidente Jair Bolsonaro elogiando os ditadores Augusto Pinochet, do Chile, e Alfredo Stroessner, do Paraguai. Na avaliação do parlamentar, era função do Itamaraty orientar o presidente a não envergonhar o país. O ministro preferiu não responder. “Quando o presidente da República ou vossa excelência vai ao exterior está me representando. O presidente é chefe de Estado. Portanto, eu não posso aceitar que ele saia daqui e vá ao Chile elogiar a ditadura sangrenta dos militares no Chile. Não posso aceitar. Era uma ditadura militar corrupta!”, criticou Rubens Bueno.

“Valentão do twitter”

A expressão “Mackenzie” foi alçada ao ranking de assuntos mais comentados do Twitter brasileiro assim que o presidente Jair Bolsonaro (PSL) cancelou a visita que faria ao campus da Universidade Presbiteriana Mackenzie, na região central de São Paulo. O presidente seria apresentado ao projeto MackGraphe, que pesquisa as propriedades do grafeno. Alunos da universidade organizaram protestos contra a ida de Bolsonaro ao campus, o que teria gerado uma mudança de planos. Os pesquisadores do MackGraphe seguiram da universidade para o Comando Militar do Sudeste, onde apresentam os projetos e pesquisas ao presidente. “Valentão de Twitter, Bolsonaro afinou e fugiu da estudantada do Mackenzie", tuitou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP).

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