Pellegrino e Benito vinculam ACM a grampos
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quinta-feira, 13 de março de 2003
Agência Folha 
Brasília - O líder do PT na Câmara, deputado Nelson Pellegrino (BA), e o ex-deputado Benito Gama (PMDB-BA) indicaram ontem, em depoimento formal à Polícia Federal, o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA) como mandante dos grampos feitos em seus telefones celulares em 2002. ''O esquema de interceptações telefônicas clandestinas sequer teria sido montado se não houvesse anuência expressa do senador Antonio Carlos Magalhães'', disse Pellegrino em seu depoimento segundo inquérito da PF.
A Polícia Federal abriu um inquérito no início de fevereiro para investigar escuta irregular do telefone celular do deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). Em seu pedido à PF, Geddel citou sua suspeita de que ACM seria o mandante do crime.
Benito e Pellegrino, adversários políticos de ACM, citaram diversas vezes o nome do senador em seus depoimentos. Ambos relacionaram como suspeita do envolvimento do senador o fato de acontecimentos da vida pessoal dos dois aparecerem em notas jornalísticas do ''Correio da Bahia'', de propriedade de ACM.
Segundo o delegado Gesival Gomes, que preside o inquérito, metade da investigação já foi feita. Pellegrino informou que entre junho e julho do ano passado foi procurado por Crispiniano Daltro, presidente do Sindicato dos Policiais Civis da Bahia. Na ocasião, Daltro teria dito que a secretária de Segurança Pública estadual, Kátia Alves, realizara reuniões para ordenar o grampo.


