Pelé admite que pode voltar ao governo em 99
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sábado, 19 de dezembro de 1998
Agência Estado 
O ex-ministro extraordinário dos Esportes, Edson Arantes do Nascimento, o Pelé, estuda a possibilidade de voltar ao governo federal em 1999, assumindo novamente a pasta, com um trabalho mais amplo. Além de cuidar dos assuntos referentes a essa área, a pasta, de acordo com o projeto de Pelé, teria o aspecto social, e se chamaria Ministério do Esporte e da Juventude. A maior preocupação, com a inclusão da juventude, seria as crianças que vivem nas ruas, disse o Rei do Futebol, antes da solenidade de inauguração do Hospital Duprat, em São Paulo.
Trata-se de outro desafio, mas eu gosto de desafios. O ex-jogador, que estava acompanhado da mulher Assíria, evitou falar que a verba do ministério, um dos motivos que teriam causado a saída dele do governo federal, seria um dos pontos de discussão com o presidente Fernando Henrique. Pelé, ao lado do prefeito Celso Pitta (PPB), cortou a fita que marcou a inauguração do hospital. Com certeza, o maior cirurgião, Jesus Cristo, estará neste hospital.
DefesaA composição do novo ministério de FHC, para onde pode voltar Pelé, passa pela criação de novos e ministérios, como o da Defesa. Mas a informação divulgada na quarta-feira pelo porta-voz da presidência da República, Sérgio Amaral, de que a Casa Civil estaria estudando maneiras para contornar a dificuldade jurídica para a criação desta pasta não tem fundamento. É o que pensa o jurista Carlos Ary Sudfeld, especialista em Direito Constitucional. A discussão sobre a criação da nova pasta é muito mais política do que jurídica, afirmou Sundfeld.
Para ele, o governo não deve ter dificuldades legais para criar o novo ministério. Seja por edição de Medida Provisória ou pela tramitação de projeto de lei no Congresso, não será por questões jurídicas que Ministério da Defesa não será criado, avaliou o jurista. É uma discussão bizantina, acrescentou.


