O secretário municipal de Saúde de Londrina, Agajan Der Bedrossian, deixou ontem o cargo pela segunda vez na gestão do prefeito Barbosa Neto (PDT). Em nota distribuída pela assessoria de imprensa da Prefeitura, o médico alegou que seu pedido iria ‘‘facilitar a reestruturação da Secretaria’’. Dessa vez, ele será substituído interinamente pela servidora municipal Ana Olympia Velloso Marcondes Dornellas, que ocupava o cargo de Diretora Executiva na secretaria.
Agajan deixa o cargo sem resolver a crise da falta de médicos nas unidades básicas de saúde (UBSs), no Pronto-Atendimento Infantil (PAI) e no Pronto-Atendimento Municipal (PAM) que não têm conseguido atender à demanda deixando os pacientes por longas horas nas filas de espera. Agajan, que foi secretário de saúde seis vezes - sendo duas somente na gestão de Barbosa Neto - já havia pedido exoneração do cargo em abril do ano passado, alegando problemas familiares quando ficou 128 dias afastado da função. O secretário retornou ao cargo em agosto do mesmo ano a convite do prefeito.
A reportagem tentou contato com o médico durante toda a tarde de ontem, mas seu celular estava desligado. A secretária interina também não foi localizada pela reportagem. O prefeito Barbosa Neto só deve se manifestar sobre o assunto na coletiva semanal de imprensa hoje de manhã.
Crises
O ex-secretário enfrentou algumas graves crises desde que está no comando da Secretaria de Saúde. Antes mesmo de assumir o cargo, Agajan teve o nome contestado pela Associação Médica de Londrina (AML) que havia sugerido ao prefeito uma lista com o nome de três médicos. A indicação, segundo a entidade, havia sido um pedido do próprio Barbosa que, no entanto, preferiu escolher Agajan.
Um dos maiores problemas na gestão Agajan ocorreu em abril do ano passado, quando médicos da Santa Casa e do Hospital Evangélico decidiram paralisar os atendimentos aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) nos prontos-socorros porque a Prefeitura não queria assumir o compromisso de pagar os plantões a distância feitos pelos profissionais das entidades.
Outra crise enfrentada pelo ex-secretário diz respeito ao contrato que a Prefeitura possui com o Centro Integrado de Apoio Profissional (Ciap). O documento, que foi assinado na administração passada, ainda traz transtornos para a cidade já que existem várias irregularidades com a oscip. Atraso no pagamento dos salários causaram a paralisação do atendimento dos agentes de endemia várias vezes no ano passado.

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