Em resposta a pedido da defesa do auditor Luiz Antonio de Souza, a direção da unidade um da Penitenciária Estadual de Londrina (PEL 1) informou à Vara de Execuções Penais (VEP) que fez alterações para reforçar a segurança do principal delator da Publicano.
O diretor, Emerson das Chagas, disse que alterou horário e forma das visitas de familiares para evitar o contato de Souza com outros presos e que está providenciando a instalação de uma câmera para monitorar a entrada da cela onde o delator está – uma sala isolada na enfermaria.
A penitenciária, no entanto, não concordou com a entrega de comida pela própria família de Luiz Antonio, ponto que o advogado voltou a solicitar. "A defesa insiste em que sejam concedidas todas as medidas protetivas porque faltam poucos dias para o Luiz Antonio sair do sistema carcerário e esses dias são os mais tenebrosos possíveis", afirmou. Pelo acordo de delação premiada com o Ministério Público (MP), o auditor fica preso até 30 de junho, no regime fechado. Depois, cumprirá prisão domiciliar.
Chagas lembrou que desde que ingressou na PEL 1, em maio de 2015, o detento está em cela individual e "recebendo todas as cautelas de segurança que o caso exige". Também afirmou que foi instaurado contra Souza processo disciplinar porque ele repassou diretamente ao advogado dois bilhetes que continham ameaças contra sua vida. Os bilhetes, segundo Ferreira chegaram a Souza por meio de "presos de confiança". Pelas normas do presídio, ao receber os papéis, o preso deveria tê-los entregue à direção. Souza alega que temia represália.

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